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TECIDO NERVOSO
TECIDO NERVOSO

TECIDO NERVOSO

Os seres vivos reagem aos estímulos ambientais. Mudanças nas condições do ambiente, tais como sons, choques, calor e frio, são percebidas pelo organismo, que reage adotando uma postura correspondente ao estímulo. Embora sejam os músculos que respondem aos estímulos, é o tecido nervoso o responsável por sua recepção e escolha da resposta adequada.

 nervoso

Sistema nervoso central (Inana.com.br).

O tecido nervoso tem origem ectodérmica; nele a substância intercelular praticamente não existe. Os principais componentes celulares são os neurônios e as células da glia.

nervoso

Tecido nervoso central (vocedeolhoemtudo.com.br)

 1) HISTOLOGIA

O tecido nervoso é distribuído pelo organismo e interliga-se formando uma complexa rede de comunicações que constituem o sistema nervoso. Este é dividido em:

- Sistema Nervoso Central (SNC): formado pelo encéfalo e medula espinhal;

- Sistema Nervoso Periférico (SNP): formado pelos nervos e gânglios nervosos (pequenos agregados de células nervosas).

periférico

Sistema nervoso periférico (passeiweb.com).

O sistema nervoso contém 100 bilhões ou mais de células nervosas que percorrem todo o organismo e estabelecem conexões entre o cérebro e o corpo e, freqüentemente, conectam-se entre si.

O tecido nervoso é constituído por dois componentes principais, que são os seguintes:

 1) Neurônios: células que geralmente possuem longos prolongamentos, que têm a capacidade de responder a estímulos com a modificação do potencial elétrico de suas membranas – impulso nervoso.

neurônio     

Neurônio espelho (blog.cicloceap.com.br).

Em geral, os neurônios apresentam uma complexa morfologia, mas quase todos têm três componentes, que são os seguintes:

  • Dendritos – prolongamentos numerosos que têm a função de receber os estímulos.
  • dendritos2

Dendritos (amentehumana.no.sapo.pt)

  • Corpo celular ou pericário - é onde se localiza o núcleo. É o centro trófico da célula. Também é capaz de receber estímulos.pericário
  • Pericário ou corpo celular (segundosprofes.blogspot.com).
  • Axônio – prolongamento único, cuja função consiste em conduzir os impulsos que transmitem informações do neurônio para outras células (nervosas, musculares, glandulares). Uma de suas características é estar envolto pelas células de Schwann, no sistema nervoso periférico, e pelos oligodendrócitos no sistema nervoso central. A superposição de camadas de oligodendrócitos e de células de Schwann originam a bainha mielínica. Alguns axônios de neurônios de um humano adulto podem chegar a mais de um metro de comprimento. Os axônios são revestidos por esfingolipídios. Cada neurônio possui um único axônio, que nasce do cerne de implantação, localizado ainda na região do pericário do neurônio; os axônios não se ramificam abundantemente, e, quando o fazem, dão origem aos chamados colaterais. O axoplasma dessas estruturas é muito pobre em organelas: não possui retículo endoplasmático rugoso e etc; ele é mantido pelos nutrientes sintetizados no pericário da célula.

    A porção final do axônio é ramificada e recebe o nome de telodendro. Podemos observar dois tipos de fluxos nos axônios: o anterógrado, onde o fluxo segue do corpo celular para o axônio; e o retrógado, onde o axônio leva moléculas diversas de utilização variada pelo corpo celular. Esse fluxo deve-se aos microtúbulos e proteínas motoras, também observadas em diversas outras células.

 Conforme sua morfologia, os neurônios dividem-se em:

Neurônios multipolares: possuem mais de dois prolongamentos celulares;

Neurônios bipolares: apresentam um dendrito e um axônio;

Neurônios pseudo-unipolares: têm próximo ao corpo celular um único prolongamento, mas que se divide em dois, originando um ramo para a periferia e outro para o sistema nervoso central.

A imensa maioria dos neurônios é multipolar. Os neurônios bipolares podem ser encontrados em locais como os gânglios coclear e vestibular, a retina e a mucosa olfatória. Já os neurônios pseudo-unipolares encontram-se nos gânglios espinhais, que são gânglios sensitivos localizados nas raízes dorsais dos nervos espinhais.

Há também uma classificação neuronal quanto às suas funções, que é a seguinte:

Neurônios motores: que controlam órgãos efetores, como fibras musculares e glândulas exócrinas e endócrinas. São encontrados nos cornos anteriores da medula.

motor

O neurônio motor recebe um impulso nervoso, que é um estimulo elétrico, através dos dendritos que passa para o corpo celular do neurônio. Esse impulso segue para o axônio, local onde haverá a despolarização e gerará um potencial de ação na célula.

 Haverá a entrada de Na+ e saída de K+. Gerando um potencial elétrico dentro da célula de aproximadamente +30mV. Esse processo vai ocorrer nos locais do axônio denominados de nódulos de Ranvier, saltando através das bainhas de mielina de um nódulo para o outro. No final do neurônio teremos os terminais axônicos e os botões sinápticos, locais pelos quais serão liberados os neurotransmissores.

 Neurônios sensoriais: que recebem estímulos sensoriais do meio ambiente e do próprio organismo. São localizados nos gânglios. São os neurônios que reagem a estímulos exteriores e que despertam a reação a esses estímulos, se necessário. A sua constituição é um pouco diferente dos outros dois tipos de neurônios. De um lado do axônio tem os sensores que captam os estímulos. Do outro lado possui os telodendritos. O corpo celular localiza-se sensivelmente a meio do axônio, estando ligado a este por uma ramificação do axônio, assumindo um pouco o aspecto de um balão.

sensoriais2

Neurônios de associação ou interneurônios: que estabelecem conexões entre os neurônios, formando circuitos complexos. São encontrados nos cornos posteriores da medula. É o grupo de neurônios mais numeroso. Como o nome indica, este neurônios transmitem o sinal desde os neurônios sensitivos ao sistema nervoso central. Liga também neurônios motores entre si.

 Neste tipo de neurônio, o axônio é bastante reduzido, estando o corpo celular e os dendritos ligados diretamente à arborização terminal, onde se localizam os telodendritos.

interneurônio

Do lado direito da figura, neurônio associativo ou interneurônio (crentinho.wordpress.com).

2) Neuroglia ou Células da Glia: sustentam os neurônios e participam de atividades relacionadas à nutrição, à reprodução e à defesa do tecido nervoso.

Astrócitos: são as maiores células da neuroglia. Possuem núcleos esféricos centrais e diversos prolongamentos. Com esses prolongamentos eles envolvem os capilares sangüíneos e os induzem a formar junções oclusivas que constituem a barreira hematoencefálica. Os astrócitos também enviam seus prolongamentos à superfície dos órgãos do SNC (encéfalo, medula), onde formam uma camada na superfície do tecido nervoso, logo abaixo da pia-máter.

astrócitos

Astrócitos (grupoescolar.com).

Estudos recentes sugerem que podem ativar a maturação e a proliferação de células-tronco nervosas adultas e ainda, que fatores de crescimento produzidos pelos astrócitos podem ser críticos na regeneração dos tecidos cerebrais ou espinhais danificados por traumas ou enfermidades.

 Pensava-se que a rede neuronal cerebral era a única importante para o pensamento e aprendizagem. Mas os resultados atuais sugerem que os astrócitos podem ser tão críticos para certas funções corticais quanto os neurônios. Como a proporção entre o número de células gliais e de neurônios aumenta à medida que se consideram animais evolucionariamente mais desenvolvidos, pensa-se que as ondas de cálcio propagadas através da rede de astrócitos (dez vezes mais numerosos no cérebro do que os neurônios) poderão contribuir para uma maior capacidade de aprendizagem.

Dessa forma, os astrócitos formam um compartimento funcional com os íons e as moléculas adquadas para o bom funcionamento dos neurônios.

* Astrócito protoplasmático – na substância branca.

* Astrócito fibroso – na substância cinzenta.

* Astrócito misto – na zona de transição entre as duas substâncias (branca e cinzenta).

 Oligodendrócitos: são menores e possuem poucos prolongamentos. Situam-se tanto na substância branca como na cinzenta. Nesta, localizam-se preferencialmente próximo aos corpos celulares dos neurônios, constituindo células satélites, que formam uma relação simbiótica com esses neurônios. Já na substância branca, os oligodendrócitos estão organizados em fileiras, entre as fibras nervosas,e produzem a mielina do SNC. Os oligodendrócitos são vistos como células mais escuras na micrografia eletrônica, pelo fato de seus citoplasmas possuírem mais organelas que as outras células da neuroglia. 

Sem os oligodendrócitos, os neurônios não sobrevivem em meio de cultura. Em suas caracteristicas físicas os oligodendrócitos mostram se um corpo celular arredondado e pequeno, com poucos prolongamentos, curtos, finos e pouco ramificados (daí o nome: oligo= pouco; dendro= ramificação). Assim como em diversas células do corpo humano nos oligodendrócitos podem ser geradores neoplasias (tumores), que neste caso são os oligodedrogliomas.

oligodentrócitos

Oligodentrócitos (portalsaofrancisco.com.br).

Micróglia: suas células são macrofágicas, fazendo parte do sistema mononuclear fagocitário. O corpo dessas células é pequeno e alongado, com núcleo denso e também alongado. Pouco numerosas, com prolongamentos curtos e cobertas por saliências finas, conferem à essas células um aspecto espinhoso. Localizam-se tanto na substância branca quanto na cinzenta. Possuem elevado poder fagocitário e representam uma variedade dos macrófagos que atuam na defesa do sistema nervoso. Os microgliócitos são capazes de reconhecer e fagocitar antígenos, aderindo proteínas do mesmo na sua membrana citoplasmática. Posteriormente, o microgliócito apresenta essas proteínas a outras células de defesa.

micróglia

Micróglia (1) (geiselmed.dartmouth.edu).

Células ependimárias: São células cilíndricas, com a base afilada e diversas vezes ramificada, que originam prolongamentos que se dispõe no interior do tecido nervoso. São células que possuem um arranjo epitelial e que revestem as cavidades do encéfalo e da medula, e conseqüentemente, estão em contato com o líquido cefalorraquidiano, que é encontrado no interior dessas cavidades. São responsáveis pelo revestimento simples do quarto ventrículo, cavidade essa compreendida entre o cerebelo (teto) e ponte, bulbo e parte do mesencéfalo (assoalho). Elas revestem também o canal central da medula espinhal,e em alguns locais elas são ciliadas,o que facilita a movimentação do líquido cefalorraquidiano. As células ependimárias originam-se por diferenciação das células neuroepiteliais quando estas deixam de produzir neuroblastos e glioblastos.

ependimárias

Células ependimárias (anatpat.unicamp.br).

Nos ventrículos cerebrais, um tipo de célula ependimária modificada recobre tufos de tecido conjuntivo, rico em capilares sangüíneos, que se projetam da pia-máter, constituindo os plexos corióideos, responsáveis pela formação do líquido cefalorraquidiano.

 Substâncias branca e cinzenta: Os neurônios não se distribuem igualmente por todo o tecido nervoso. Seus corpos celulares (que contêm o núcleo da célula) e os dendritos (que são arborizações locais) se agrupam em algumas regiões do encéfalo e da medula espinhal, que por isso adquirem uma coloração mais intensa. Não cinzenta, curiosamente, e sim rosada - mas como o tecido nervoso perde a cor ao ficar fixado muito tempo, aos poucos essas regiões vão se tornando cinzentas. Por isso são chamadas genericamente de substância cinzenta. Na substância cinzenta, os corpos celulares dos neurônios podem ficar agrupados em camadas (e então ela se chama córtex), em aglomerados globosos (e então ela se chama núcleo), ou podem ficar dispersos, sem nenhuma organização particular (e nesse caso se diz que a estrutura é uma rede, ou retículo, ou formação reticular).

branca e cinzenta

Substâncias branca e cinzenta (guia.heu.nom.br).

Outras regiões do tecido nervoso podem conter quase exclusivamente axônios de neurônios. Quando esses axônios são revestidos de mielina, o tecido ganha uma coloração esbranquiçada (na verdade, amarelada - mas esse tecido também desbota com a fixação, ficando esbranquiçado): daí o nome de substância branca que essas estruturas recebem. A substância branca, portanto, é uma região de conectividade entre partes do sistema nervoso. No sistema nervoso central, os feixes de axônios na substância branca são chamados, dependendo do calibre, de tratos ou fascículos; já no sistema nervoso periférico, feixes de axônios são chamados de nervos.

  CÓRTEX CEREBRAL: é constituído de substância cinzenta. Em cortes histológicos perfeitamente perpendiculares ao córtex encontramos normalmente seis camadas, diferenciadas pelo tipo e disposição de suas células.

córtex

Córtex cerebral (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cortex_cerebral).

O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro dos vertebrados, sendo rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto. O córtex humano tem 2-4mm de espessura, com uma área de 0,22m² (se fosse disposto num plano) e desempenha um papel central em funções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento.

 Em animais com capacidade cerebral mais desenvolvida, o córtex forma sulcos para aumentar a área de processamento neuronal, minimizando a necessidade de aumento de volume. É constituído por cerca de 20 bilhões de neurônios, que parecem organizados em agrupamentos chamados microcolunas. É formado por massa cinzenta e é responsável pela realização dos movimentos no corpo humano.

 O córtex é o local de representações simbólicas, o que ele recebe é processado e integrado, respondendo com uma ação.

 É a sede do entendimento, da razão, se não houvesse córtex não haveria: linguagem, percepção, emoção, cognição, memória. No Homem, o desenvolvimento do córtex permitiu o desenvolver da cultura que, por sua vez, foi servindo de estimulo ao desenvolvimento cortical.

Tipos de Córtexes (Ou córtices)

O córtex cerebral não apresenta sempre a mesma estrutura. Existem pois três tipos de córtices:

  • Paleocórtex – está majoritariamente presente em áreas restritas da base do telencéfalo. Relacionado com o sistema olfativo.
  • Arquicórtex – está compreendido no hipocampo.
  • Neocórtex – quase toda a superfície do córtex cerebral é designada de neocórtex (o que apareceu mais tardiamente na escala filogenética); Desenvolve-se interposto entre o arquicórtex e o paleocórtex e separa-se destes por zonas de transição cortical com estruturas intermédias (zonas de justalocortex).
Alguns mamíferos apresentam o neocórtex relativamente pequeno, mas este desenvolve-se muito nos primatas e representa na espécie humana cerca de 95% da área cortical. Esta expansão do neocórtex leva á rotação aparente dos hemisférios cerebrais em forma de C, com o paleocórtex e o arquicórtex terminando nas duas pontas do C.

Todas as áreas neocorticais no decurso do seu período de desenvolvimento apresentam uma organização estrutural em seis camadas. No entanto, no cérebro adulto esta estrutura em seis camadas vai sendo alterada em algumas áreas, pelo que se vão distinguir no córtex homogenético, córtices homotípicos e heterotípicos.

Basicamente existem:

  • Córtex homogenético ou isocórtex – córtex inicial e áreas do córtex adulto que mantêm ainda as seis camadas.
  • Cortex heterogenético ou alocórtex – O paleocórtex e o arquicórtex nunca apresentam estas camadas.

    Em cortes histológicos perfeitamente perpendiculares ao córtex encontramos normalmente seis camadas, diferenciadas pelo tipo e disposição de suas células. Essas camadas, da mais superficial até a mais interna, são as seguintes:

1 – Camada molecular ou plexiforme.

2 - Camada granulosa externa.

3 - Camada piramidal externa (Constituídas essas duas camadas (granulosa e piramidal) por pequenos e médios neurônios piramidais).

4 - Camada granulosa interna.

5 - Camada piramidal interna ou ganglionar (Essas duas últimas constituídas principalmente por grandes neurônios piramidais).

6 - Camadas de células fusiformes ou polimorfas.

CÓRTEX CEREBELAR: o cerebelo está relacionado com as funções de equilíbrio, de tônus muscular e de coordenação motora somática. Possui um “centro” de substância branca (centro ou corpo medular). Deste corpo medular, irradiam-se os lóbulos cerebelares, que são revestidos por substância cinzenta, o córtex cerebelar. A substância cinzenta também pode ser encontrada no cerebelo, além de no córtex cerebelar, em quatro pares de núcleos no interior da substância branca, os núcleos denteado, fastigial, emboliforme e globoso. O córtex cerebelar é formado pelas seguintes camadas, da mais externa para a mais interna:

1- Camada molecular

2- Camada das células de Purkinje

3- Camada granulosa.

córtex cerebelar

Na camada molecular há poucas células (neurônios em cesto e estrelados), predominando abundante neurópilo (dendritos, axônios e sinapses), que tem cor rósea e aspecto homogêneo.

camada molecular

Na camada de células de Purkinje, além destas, estão os núcleos das células de Bergmann, astrócitos especializados que lançam seus prolongamentos à camada molecular, perpendicularmente à superfície meníngea.

camada de purkinje

Na camada granulosa, ao contrário da molecular, há numerosos núcleos, que pertencem, na grande parte, às celulas granulosas (neurônios pequenos). Aí também estão localizados os corpos das células de Golgi (outro tipo de neurônio). Os núcleos das células granulosas têm distribuição irregular, com espaços róseos entre eles, que constituem os glomérulos cerebelares, uma sinapse complexa.

camada granulosa

Camada molecular.  A camada molecular é pobre em células, aparecendo em HE como rósea e finamente granulosa. É, porém, rica em prolongamentos celulares e sinapses. Abriga os dendritos das células de Purkinje e de Golgi, e os axônios das células granulosas (chamados fibras paralelas), que cursam ao longo do maior eixo da folha.  Os neurônios presentes na camada molecular são os neurônios estrelados externos (outer stellate cells) na porção mais externa e, na porção mais interna, as células em cesto (basket cells) assim chamadas porque seu axônio termina em volta das células de Purkinje em formações comparadas a pequenos cestos. Tanto os neurônios estrelados como as células em cesto exercem influência inibitória em suas sinapses.  Abaixo, exemplos de neurônios da camada molecular.

camada molecular2

Camada de células de Purkinje.   As grandes células de Purkinje correspondem à via efetora ou de saída do córtex cerebelar.  Seu axônio sai do polo inferior da célula e penetra na camada granulosa a caminho dos núcleos profundos do cerebelo, onde faz uma sinapse do tipo inibitório. O corpo celular volumoso e globoso origina no polo superior um elaborado dendrito que se ramifica no plano perpendicular ao do maior eixo da folha. O núcleo da célula de Purkinje é grande, com  cromatina granulosa e nucléolo proeminente.

camada de células de purkinje

Camada granulosa - Glomérulos cerebelares.   As células granulosas são os menores neurônios do corpo. Seu núcleo pequeno lembra o de um linfócito e o nucléolo, quando presente, é pouco evidente.  Os espaços róseos entre as células granulosas são sinapses complexas denominadas glomérulos cerebelares. No glomérulo, um axônio chamado fibra musgosa termina em um pequeno bulbo, que faz sinapses com dendritos das células granulosas próximas e dendritos de células de Golgi. O axônio de uma célula de Golgi (abaixo) também participa do complexo.

cerebelares

Camada granulosa - Células de Golgi.   As células de Golgi são neurônios que têm o corpo celular na parte superficial da camada granulosa, isto é, mais próximo à camada de Purkinje. Seu dendrito é dirigido à camada molecular onde se arboriza em todas direções, e não em um só plano como o dendrito das células de Purkinje. O axônio da célula de Golgi termina nos glomérulos cerebelares (acima), onde tem influência inibitória.

granulosas

Núcleo denteado.   É o maior núcleo profundo do cerebelo, que recebe os axônios das células de Purkinje. Os neurônios do núcleo denteado são multipolares, com vários dendritos e citoplasma abundante que acumula considerável quantidade de lipofuscina, mesmo em indivíduos jovens. (Comparativamente, as células de Purkinje quase não formam lipofuscina, mesmo em indivíduos idosos).  A lipofuscina é um pigmento amarelado ou levemente pardacento que se forma no citoplasma de células que não se dividem, e aumenta gradualmente com a idade. Compõem-se de organelas degeneradas e macromoléculas polimerizadas que a célula não consegue eliminar.

núcleo denteado

No recém-nascido normal até mais ou menos a idade de 6 meses, o córtex cerebelar tem 4 camadas. Além das três descritas acima para cerebelo de adulto, há uma outra camada por fora, logo abaixo da leptomeninge, chamada de camada granulosa externa.

cerebelo normal recem nascido

MEDULA ESPINHAL: em cortes transversais da medula podemos identificar a substância branca situada mais externamente e a substância cinzenta mais internamente, lembrando a forma da letra H. Bem ao centro da linha horizontal do H medular há um orifício, o canal central da medula, que é revestido pelas células ependimárias. Essa substância cinzenta que forma o H, apresenta quatro expansões, os cornos medulares, que são dois anteriores (ventrais ou motores) e dois posteriores (dorsais ou sensitivos). Os cornos anteriores possuem neurônios motores, cujos axônios vão dar origem às raízes ventrais dos nervos raquidianos. Os cornos posteriores recebem as fibras dos neurônios situados nos gânglios das raízes dorsais dos nervos espinhais (fibras sensitivas).    

Medula

Medula espinhal (pt.wikipedia.org).

PLEXOS CORÓIDES: são saliências muito vascularizadas da pia-máter, que se projetam para dentro dos ventrículos. Os plexos coróides formam o teto do terceiro e do quarto ventrículos e parte das paredes dos ventrículos laterais. Sua principal função é secretar o líquido cefalorraquidiano, que localiza-se nas cavidades dos ventrículos, no canal central da medula, no espaço subaracnóideo e nos espaços perivasculares. Os plexos coróides são formados pelo tecido conjuntivo frouxo da pia-máter, revestido por epitélio simples, cúbico ou colunar baixo, apresentando células com diversos microvilos irregulares e estrutura de células transportadora de íons. Tal epitélio assenta-se em conjuntivo abundante em células e com capilares sangüíneos constituídos por células endoteliais que apresentam poros com diafragmas.

2) Patologias Relacionadas

 Meningite: refere-se a um processo inflamatório que acomete as leptomeninges e o Líquido Céfalo-Raquidiano (LCR) dentro do espaço subaracnóideo. A quantidade aumentada de leucócitos no LCR denomina-se pleiocitose. Geralmente as meningites são causadas por uma infecção:

- meningite piogênica aguda (em geral bacteriana);

- meningite asséptica (em geral viral);

- meningite crônica (bacteriana ou fúngica).

  No entanto, uma meningite química pode ocorrer em resposta a um irritante não-bacteriano introduzido no espaço subaracnóideo. Por exemplo, pode ocorrer uma meningite carcinomatosa, quando células tumorais invadem o espaço subaracnóideo. 

Doença de Parkinson: doença degenerativa que afeta o córtex cerebral, caracterizada por expressão facial diminuída, postura curvada, lentidão da movimentação voluntária, marcha festinante (passos acelerados e progressivamente encurtados), rigidez e um tremor “ondulante”. A seborréia da pele é bastante comum. Comumente ocorre deterioração intelectual. No parkinsonismo ocorre a destruição de neurônios dopaminérgicos da substância negra.    

Doença de Alzheimer: doença degenerativa que afeta o córtex cerebral, caracterizada tipicamente por problemas precoces de memória e das capacidades visuais espaciais (por exemplo, perder-se em vizinhança familiar, imcapacidade de copiar um desenho geométrico em papel), mesmo assim, a boa interação social pode ser mantida apesar do declínio cognitivo avançado. Alterações da personalidade e dificuldades comportamentais podem ocorrer à medida que a doença avança. Num estágio mais avançado da doença pode ocorrer do paciente ficar apático, incapaz, mudo e imóvel. A patogenia da Doença de Alzheimer não é muito bem conhecida, mas sabe-se que áreas neocorticais e hipocampais apresentam níveis diminuídos de inervação colinérgica e existe perda de neurônios a partir dos núcleos colinérgicos do prosencéfalo basal.   

Esclerose Múltipla (MS): doença desmielinizante, caracterizada por sintomas de déficits neurológicos episódicos, de início geralmente antes dos 55 anos de idade, com acometimento principal da substância branca, da medula espinhal e dos nervos ópticos.

 

Fontes: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-nervoso/sistema-nervoso.

http://pt.wikipedia.org/wiki

http://antares.ucpel.tche.br/histologiamedica/

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Histologia/epitelio27.php

http://www.cerebronosso.bio.br/branca-cinzenta/

http://anatpat.unicamp.br/bineucerebelonlhe.html

 

 

 

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