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SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DE 1986.
SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DE 1986.

COPA DO MUNDO DE 1986

A 13ª edição da Copa do Mundo de futebol, que aconteceu em 1986, foi cercada de dúvidas e apreensão às vésperas do seu início. Oito anos antes, a Colômbia fora escolhida para sediar o evento, porém, meses antes do início do torneio, o país passava por sérios problemas econômicos e sociais, o que afetava as condições de segurança.  

copa 86

No dia 29 de setembro de 1982, o presidente Belisário Betancurt anunciou que não haveria mais patrocínio para a competição e que a Colômbia iria se preparar melhor para sediar a Copa de 1994. Estados Unidos, Canadá, Peru, Brasil e México manifestaram interesse em receber o evento. A única certeza era que a Copa do Mundo de 1986 seria realizada na América.

O Brasil foi vetado pelo seu próprio presidente, o general João Figueiredo, que alegou motivos econômicos para o país não abrigar o evento. Em junho de 1983, o Comitê Executivo da Fifa reuniu-se em Estocolmo, capital da Suécia, e escolheu o México. O país foi o primeiro a sediar a Copa do Mundo duas vezes – já o havia feito em 1970. Guillermo Cañedo, ex-vice presidente da Fifa e diretor da Televisa, rede de televisão mexicana, teve grande influência na escolha do país.

No dia 19 de setembro de 1985, um terremoto matou mais de sete mil pessoas, destruiu grande parte da Cidade do México e a Copa mais uma vez esteve ameaçada, mas acabou confirmada pelo governo mexicano.

No total, 119 equipes disputaram as eliminatórias. México, país-sede, e Itália, campeã do mundo quatro anos antes, já estavam classificados para o Mundial. A Jamaica, por não ter pago a taxa de inscrição à Fifa, foi excluída da fase classificatória. Portugal conquistou vaga para a segunda Copa do Mundo de sua história vencendo a Alemanha por 1 a 0 em um jogo histórico. Os alemães jamais haviam perdido um confronto  válido pelas eliminatórias.

Brasil nas eliminatórias:

26 de Maio de 1985 - Santa Cruz de la Sierra, Bolívia - Bolívia 1x1 Paraguai

2 de Junho e 1985 - Santa Cruz de la Sierra, Bolívia - Brasil 2x0 Bolívia

9 de Junho de 1985 - Assunção, Paraguai - Paraguai 3x0 Bolívia

16 de Junho de 1985 - Assunção, Paraguai - Brasil 2x0 Paraguai

23 de Junho de 1985 - Rio de Janeiro, Brasil - Brasil 1x1 Paraguai

30 de Junho de 1985 - São Paulo, Brasil - Brasil 1x1 Bolívia

copa 86

O técnico Evaristo de Macedo foi demitido duas semanas antes das eliminatórias, após derrotas em amistosos para Colômbia e Chile.
Telê Santana voltou nos braços do povo e classificou facilmente o Brasil para a Copa, com sete jogadores de 82.

No Mundial, porém, aquela equipe mostrou que sentia o peso do tempo. Cerezo foi cortado por contusão; Oscar barrado; Zico, Sócrates e Falcão tinham problemas físicos.

A diferença para a Copa anterior era que desta vez não só os dois primeiros de cada chave passavam às oitavas-de-final como também os três melhores terceiros colocados. A partir da segunda fase os jogos seriam eliminatórios.

No dia 31 de maio de 86, a Itália, então campeã do mundo, fez o jogo de abertura da Copa contra a Bulgária, no estádio Azteca, com um público de 95 mil espectadores. A partida terminou empatada. Sirakov abriu o marcador para a Bulgária e parecia que a primeira zebra do torneio estava prestes a acontecer. No entanto, Altobelli empatou a partida aos 43 min e definiu o placar. O sueco Erik Fredriksson apitou o jogo.

A Argentina era a outra grande potência do grupo A e, com um inspirado Diego Armando Maradona, passou com facilidade por Coréia do Sul e Bulgária e empatou com a Itália.

Os anfitriões estrearam diante da Bélgica em jogo válido pelo grupo B. Com a presença de 110 mil torcedores no estádio Azteca, na Cidade do México, os donos da casa sofreram para bater os belgas por  2 a 1. Quirarte abriu o marcador para os mexicanos aos 23 min e Hugo Sanches ampliou aos 39 min, para delírio do enorme público. A seleção de Bélgica diminuiu com Vanderbergh aos 45 min da primeira etapa.  
Pelo grupo C, a Hungria foi a grande decepção. A seleção foi humilhada pela União Soviética com uma goleada por 6 a 0 na partida de estréia. Os húngaros se recuperaram e bateram o Canadá por 2 a 0. Porém, na última rodada, levaram outra surra: 3 a 0 para a França.
O Brasil era muito forte e tinha o respeito de todos os adversários. A seleção canarinho estreou contra a Espanha no estádio Jalisco, em Guadalajara, no dia 1º  de junho, para um público de 35 mil pessoas e venceu por 1 a 0. Sócrates, de cabeça, fez o gol da vitória brasileira aos 17 min da etapa final. A seleção dirigida pelo técnico Telê Santana fez uma primeira fase tranqüila, batendo a Argélia por 1 a 0 na segunda rodada e depois a Irlanda do Norte por 3 a 0.

copa 86
No grupo E, a Dinamarca foi a grande surpresa. A seleção bateu a Escócia no primeiro jogo por 1 a 0 e, na segunda rodada, aplicou uma goleada histórica no Uruguai, 6 a 1. Fechando a primeira fase, os dinamarqueses venceram a forte seleção da Alemanha por 2 a 0 e confirmaram a boa campanha, passando a serem chamados pela alcunha de “DinaMáquina”.
O último grupo foi o mais equilibrado da competição, mas Inglaterra e Marrocos confirmaram a vaga para a próxima fase. Desta forma, os classificados para as oitavas-de-final foram: Argentina, Itália, México, Paraguai, União Soviética, França, Brasil, Espanha, Dinamarca, Alemanha, Marrocos, Inglaterra, Bulgária, Uruguai, Polônia e Bélgica.
O México passou pela Bulgária por 2 a 0 , com gols de Negrete e Servin. As quase 115 mil pessoas presentes ao estádio foram ao delírio com a vitória dos donos da casa.
União Soviética e Bélgica fizeram um jogo emocionante, empataram em 2 a 2 nos 90 minutos e foram para o prorrogação. No tempo extra, a estrela de Del Mol brilhou e a Bélgica eliminou a URSS.
A Argentina fez o clássico sul-americano contra o Uruguai no estádio Cuauhtemoc Puebla e não encontrou dificuldades para vencer por 1 a 0. O gol dos argentinos foi marcado por Pasculli.
A grande surpresa aconteceu no jogo entra França e Itália. Os atuais campeões do mundo eram um dos favoritos ao título, mas caíram logo nas oitavas-de-final.  A França, comandada por Platini, bateu os italianos por 2 a 0 e passou para as quartas.
Já o Brasil realizou sua melhor exibição diante da Polônia. Com gols de Sócrates, de pênalti, Careca, Josimar e Edinho, marcou 4 a 0. Nos outros jogos, a Alemanha passou pelo Marrocos por 1 a 0, a Inglaterra venceu o Paraguai por 3 a 1 e a Espanha goleou a surpresa Dinamarca pelo placar de 5 a 1, com excelente atuação do atacante Emílio Butrageño.
As quartas-de-final começaram com o grande duelo entre França e Brasil. Careca abriu o marcador para a seleção brasileira aos 17 minutos e Platini empatou no final da primeira etapa. No segundo tempo, o Brasil teve a chance de vencer com um pênalti,  mas Zico, que havia acabado de entrar, perdeu a oportunidade.  
A partida foi para a prorrogação e, em seguida, para os pênaltis. Platini desperdiçou a cobrança para a França, mas Sócrates e Julio César também perderam. Assim, a França passou para a semifinal.
México e Alemanha empataram por 0 a 0 e também decidiram a vaga nas penalidades máximas. A Alemanha levou a melhor e eliminou os anfitriões pelo placar de 4 a 1.
No outro confronto válido pelas quartas-de-final aconteceu a mesma história. Espanha e Bélgica também empataram, agora em 1 a 1, e decidiram a vaga nas cobranças de pênaltis. A Bélgica surpreendeu e eliminou outra favorita.

copa 86Com um grande elenco e mostrando um futebol refinado, a Argentina enfrentou a Inglaterra e venceu por 2 a 1, com dois gols de Maradona. Um dos gols do craque foi antológico, uma verdadeira pintura. O camisa dez arrancou do meio de campo, passou por vários marcadores, pelo goleiro e mandou para a rede.  Já o outro foi, talvez, o mais polêmico de todos os Mundiais. Com a mão, o meia teve o gol validado pela arbitragem, no que Maradona, ironicamente, cravou que foi com “a mão de Deus”.
Nas semifinais, a Argentina surgia como grande favorita ao título. Com outra atuação de gala de Maradona, os argentinos passaram pela Bélgica por 2 a 0 e carimbaram o passaporte para a final. O meio-campista marcou os dois gols da vitória.
Pela outra semifinal, Alemanha e França fizeram um grande jogo e os alemães levaram a melhor. Com gols de Brehme e Voeller, o time dirigido por Beckenbauer carimbou o passaporte para a final.
Na decisão do terceiro lugar, França e Bélgica jogaram no estádio Cuauhtemoc Puebla e empataram em 2 a 2 no tempo regulamentar. Na prorrogação a França prevaleceu e os franceses marcaram dois gols, vencendo a partida por 4 a 2.
No dia 20 de junho, Argentina e Alemanha fizeram a grande final no estádio Azteca, na cidade do México.  Com o público recorde da Copa do Mundo, 114.600 telespectadores, os argentinos, comandados por Maradona, o melhor jogador da Copa, conquistaram o bicampeonato mundial vencendo os alemães por 3 a 2, em uma partida emocionante.
O brasileiro Romualdo Arppi Filho apitou o confronto.  Foi a segunda vez que um juiz do Brasil apitou uma final de Copa. Antes, em 1982, Arnaldo Cezar Coelho havia comandado Itália x Alemanha, na decisão de 1982.

A Argentina, dirigida por Carlos Billardo, jogou um futebol ofensivo e encantador. A presença de Diego Armando Maradona, tido por muitos como o melhor jogador de todos os tempos depois do brasileiro Pelé, deu o tom.
O treinador escalava a equipe em um 4-2-4 e mandou a campo, na final contra a Alemanha, os seguintes atletas: Pumpido, Brown, Ruggeri, Giusti e Batista; Olarticoechea e Burruchaga (Trobbiani); Enrique, Cuciuffo, Maradona e Valdano.
O atacante Lineker, da seleção da Inglaterra, foi o artilheiro da Copa do Mundo de 1986 com seis gols.  Em segundo lugar ficaram o brasileiro Careca, o espanhol Brutagueño e o argentino Maradona, todos com cinco.
O camisa 10 da Argentina, por sinal, ofuscou o feito de maior goleador do inglês Lineker. Com atuações perfeitas, gols antológicos, dribles desconcertantes e passes magistrais, Maradona foi o dono do Mundial.

http://esporte.hsw.uol.com.br/copa-19861.htm

Brasil e França.

 

Brasil e Irlanda.

Brasil e Polônia

 

 

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