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SELEÇÃO BRASILEIRA - COPA DE 1966
SELEÇÃO BRASILEIRA - COPA DE 1966

 

A Copa do Mundo FIFA de 1966 foi a oitava edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 11 de julho até 30 de julho de 1966. O evento foi sediado na Inglaterra, tendo partidas realizadas nas cidades de Birmingham, Liverpool, Londres, Manchester, Middlesbrough, Sheffield e Sunderland. Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 10 delas europeias (Inglaterra, Itália, Alemanha Ocidental, Hungria, Suíça, Portugal, França, União Soviética, Bulgária e Espanha), 5 americanas (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e México) e 1 asiática (Coreia do Norte).

As seleções da Coreia do Norte e de Portugal faziam sua primeira participação na competição. A edição teve duas grandes goleadas: Alemanha Ocidental 5 x 0 Suíça e Alemanha Ocidental 4 x 0 Uruguai. A Copa contou com grandes jogadores, como Bobby Moore e Gordon Banks da Inglaterra, Uwe Seeler e Franz Beckenbauer da Alemanha Ocidental, Eusébio de Portugal e Lev Yashin da URSS.

logo

Logotipo da copa de 1966  e o primeiro mascote, Willie.

A Inglaterra foi escolhida como anfitriã pela FIFA em agosto de 1960 para celebrar o centenário da The Football Association, a mais antiga associação de futebol do mundo, que ocorreu em 1963. Uma revelação da Copa foi a seleção de Portugal que, comandada pelo atacante moçambicano Eusébio, realizou uma performance invicta na fase de grupos, bateu a Coreia do Norte nas quartas-de-final em uma partida em que os norte-coreanos abriram 3 a 0 e a seleção portuguesa, com quatro gols do "Pantera Negra" virou para 5 x 3, e foram derrotadas pela Inglaterra na semifinal. Na disputa do terceiro lugar, ainda venceram a União Soviética, equipe que se mostrara forte todo o campeonato. Eusébio terminou por ser artilheiro, com 9 gols marcados.

A final da Copa do Mundo FIFA de 1966 foi disputada pela Inglaterra, que havia eliminado Portugal e a Argentina; e a Alemanha Ocidental, que eliminara a União Soviética e o Uruguai. A partida foi realizada em 30 de julho às 15h, no Estádio de Wembley em Londres, com um público estimado em 98 000 pessoas. Sob o apito do árbitro suíço Gottfried Dienst, o primeiro tempo terminou empatado em 1 a 1. Ao final dos 90 minutos, o placar era de 2 a 2. No minuto 98, Hurst marcou novamente; entretanto seu chute bateu no travessão, e quicou exatamente sobre a linha. Desde então, se debate se a bola realmente passou a linha, o que faria uma grande diferença, uma vez que se o placar permancesse empatado, a Alemanha Ocidental talvez não permitisse o mesmo espaço a Hurst. A partida fechou com um terceiro gol deste, selando o primeiro título inglês em Copas do Mundo, tornando-se a primeira sede a vencer o torneio desde que a Itália o venceu em 1934.

A Copa de 1966 causou discordâncias antes mesmo que uma bola fosse chutada no primeiro jogo. Dezesseis nações africanas boicotaram o torneio em protesto contra uma resolução da FIFA de 1964 demandando que o vencedor da zona africana enfrentasse o vencedor da zona asiástica ou da zona oceânica para se classificar à fase final. Os africanos acreditavam que vencer sua zona deveria bastar por si só para ter um lugar nas finais.

Mesmo com a ausência dos africanos, se estabeleceu mais um recorde de inscrições para as Eliminatórias, com 70 nações competindo. Depois de toda a discussão, a FIFA determinou que dez times da Europa se classificariam, junto com quatro da América do Sul, um da Ásia e um da América do Norte, América Central e Caribe.

uniforme da seleção

Uniforme oficial da seleção brasileira de 1966.

Primeira Fase

A Copa do Mundo de 1966 teve um herói bastante incomum fora das quatro linhas, um cachorro chamado Pickles. Antes do torneio a Taça Jules Rimet foi roubada de uma vitrine de exposição no Center Hall de Westminster, em Londres, junto a uma exposição filatélica. Uma caçada nacional pela taça foi instaurada. Ela foi descoberta enrolada em jornal quando um cão farejou alguns arbustos em Londres. A FA mandou que se fizesse uma réplica no caso que não encontrassem a original a tempo. Esta réplica está exposta no National Football Museum, na Inglaterra. O formato do certame se manteve o mesmo da Copa anterior: as 16 equipes classificadas se dividiriam em quatro grupos com quatro. Os dois primeiros de cada grupo avançariam às quartas-de-final.

Ainda que a Copa tenha conseguido grandes públicos, a competição foi marcada por ter poucos gols uma vez que as equipes começaram a jogar de maneira muito mais tática e defensiva. Isso foi exemplificado pela Inglaterra de Alf Ramsey que terminou em primeiro lugar do grupo 1 com apenas quatro gols marcados, mas nenhum sofrido. O Uruguai seria o segundo classificado do grupo eliminando México e França. Todas as partidas deste grupo foram disputadas no Wembley Stadium exceto pela partida entre França e Uruguai que foi disputada no White City Stadium.

No Grupo 2, a Alemanha Ocidental e a Argentina se classificaram com facilidade, ambos com 5 pontos. A Espanha fez 2, enquanto a Suíça deixou a competição após, pela segunda vez seguida em Copas do Mundo, perder todas as partidas.

bola oficial

Bola oficial da copa de 1966.

No noroeste da Inglaterra, o Old Trafford e o Goodison Park serviram de sedes para o Grupo 3. Neste grupo o Brasil, campeão da copa anterior, seria eliminado por Portugal e Hungria. A Bulgária também seria eliminada. O Brasil foi derrotado por húngaros e portugueses em partidas controversas apitadas por dois juízes ingleses, Kenneth Dagnall e George McCabe, que decidiram ignorar uma grande quantidade de faltas nos brasileiros direcionadas em jogadores-chave. Portugal chegava a fase final de uma Copa pela primeira vez, e jogou muito bem. A seleção lusa venceu as três partidas na fase de grupos, com belas atuações do prodigioso atacante Eusébio, que marcaria no total nove gols na Copa se tornando assim artilheiro máximo da competição.

O Grupo 4 teve a maior surpresa da competição quando a Coreia do Norte bateu a Azzurra por 1 a 0, e se classificou junto com a União Soviética. Além da Itália, o Chile foi eliminado.

Segunda Fase

Nas quartas-de-final a Alemanha Ocidental bateu o Uruguai por 4 a 0 numa partida em que o árbitro inglês Jim Finney expulsou dois uruguaios: Horacio Troche e Hector Silva. A Coreia do Norte esboçava goleada semelhante contra Portugal, pois em 22 minutos de jogo o placar tinha 3 a 0 para os norte-coreanos. O goleiro da Coreia do Norte, Lee Chang Myung, foi atropelado por vários jogadores portugueses num lance de ataque português, mas o árbitro nada aplicou. Coube a Eusébio mudar esse panorama. O Pantera Negra marcou quatro gols e José Augusto marcaria o quinto, numa grande virada da equipe portuguesa.

Nos outros jogos, a URSS de Lev Yashin bateu a Hungria por 2 tentos a 1 e na partida entre Argentina e Inglaterra houve apenas um gol que seria dos ingleses, marcado por Geoff Hurst. Foi mais um jogo marcado por controvérsia arbitral. Antonio Rattín se tornou o primeiro jogador a ser expulso numa partida entre seleções em Wembley. O árbitro alemão, Rudolf Kreitlein, expulsou Rattín por indisciplina e pelo "olhar em seu rosto" mesmo não entendendo espanhol. Rattín primeiramente se recusou a sair de campo e acabou sendo escoltado por vários policiais.

Com os resultados das quartas, as quatro equipes restantes eram todas europeias. Ambas semifinais terminaram em 2 a 1: Franz Beckenbauer marcou o tento que deu a vitória para a Alemanha Ociental frente a URSS, enquanto Bobby Charlton marcou os dois gols da vitória inglesa sobre Portugal. Outro placar de 2 a 1 ocorreria na decisão do terceiro lugar com vitória portuguesa sobre os soviéticos.

seleção brasileira

Uma das diferentes formações brasileira que entrou em campo.

Final

A partida se realizou no Wembley Stadium com cerca de 98 mil pessoas presentes. Após doze minutos de jogo Helmut Haller colocou a Alemanha Ocidental na frente, mas Geoff Hurst empatou o jogo quatro minutos depois. Martin Peters virou o jogo em favor dos ingleses aos 78 minutos. Com um minuto para o fim da partida uma falta foi marcada em favor dos alemães. A bola foi lançada à área e Wolfgang Weber consegiu tocá-la e levar o jogo a um novo empate, enquanto os ingleses reclamavam de um possível toque de mão.

Ao final dos 90 minutos o placar era de 2 a 2, então foi jogada a prorrogação. No minuto 98 Hurst marcou novamente; seu chute bateu no travessão, e quicou exatamente sobre a linha. Desde então se debate se a bola realmente passou a linha, o que faria uma grande diferença, uma vez que se o placar permancesse empatado, a Alemanha Ocidental talvez não permitisse o mesmo espaço a Hurst.

hurst

O  polêmico gol de Hurst contra a Alemanha.

Este gol polêmico serviu de plano de fundo para uma situação ligeiramente contrária na Copa de 2010, quando a Inglaterra marcou um gol contra o mesmo adversário, e em que a bola avançou cerca de 33cm para depois da linha, sendo que o juiz o invalidou.

Imagens de arquivo observadas digitalmente ilustram que o segundo gol de Hurst não cruzou a linha. No último minuto Hurst novamente marcou, passando pelo meio de campo alemão para efetuar seu terceiro gol na partida. Ao mesmo tempo a torcida invadiu o campo. Geoff Hurst se tornou assim o primeiro jogador a marcar três vezes numa final de Copa do Mundo.

A descrição dos momentos finais da partida pelo comentarista da BBC, Kenneth Wolstenholme entrou para a história: "Some people are on the pitch. They think it's all over." (Hurst marca o quarto) "It is now!". ("Algumas pessoas estão no campo. Elas pensam que já está está tudo acabado." [Hurst marca] "Agora está!")

A seleção inglesa recebeu a recuperada Taça Jules Rimet das mãos da Rainha e se tornaram campeões do mundo pela primeira (e única) vez.

Mascote

World Cup Willie, o mascote para a Copa de 1966, foi o primeiro mascote da história das Copas, e um dos primeiros mascotes a ser associado com uma competição esportiva importante. World Cup Willie é um leão, símbolo típico do Reino Unido, vestindo uma camisa com a Union Flag inscrita com as palavras "WORLD CUP".

Eliminatórias

Na fase eliminatória, Portugal ficou no grupo da Roménia, Checoslováquia e Turquia. Talvez as distância das viagens atemorizassem os Portugueses mais que os adversários. A 24 de Janeiro de 1965, Portugal estreou-se a ganhar à Turquia por 5-1, com três gols de Eusébio e ainda de Jaime Graça e Coluna; Fevzi marcou pelos Turcos. Em Ancara, a 19 de Abril, Portugal ganhou novamente por 1-0, com mais um gol de Eusébio. A 25 de Abril, Portugal jogou em Bratislava e derrotou os Chevoslovacos por 0-1, uma vez mais com Eusébio a marcar. A qualificação ficou garantida em Lisboa, a 13 de Junho com uma vitória sobre a Roménia; Eusébio marcou mais duas vezes, e Avran pelos adversários. Quando a 31 de Outubro, no Porto, a equipa nacional defrontou a Checoslováquia, a qualificação já estava garantida; o jogo saldou-se por um empate a zero. E finalmente, Portugal perdeu em Bucareste 2-0 contra a Roménia, com gol de Dridea, e um gol contra de Carvalho.

seleção portuguesa

Seleção portuguesa de 1966.

Fase Final

  • Colocação: 3º lugar
  • Campanha: 6 jogos, 5 vitórias, 1 derrota, 19 golos a favor e 8 golos contra.
  • Jogos: Portugal 3-1 Hungria, Bulgária 0-3 Portugal, Brasil 1-3 Portugal, Portugal 5-3 Coreia do Norte, Portugal 1-2 Inglaterra e Portugal 2-1 União Soviética.

A equipe portuguesa começou com três vitórias na fase de grupos onde bateu Hungria, Bulgária e Brasil (jogo de extrema violência). Depois o time de Otto Glória bateria de virada a surpreendente seleção da Coreia do Norte por 5 a 3, com Eusébio marcando quatro gols. Nas semifinais Portugal seria derrotado pela Inglaterra por 2 a 1. Na decisão do terceiro lugar um outro placar de 2 a 1 mas desta vez em favor dos portugueses contra a URSS e assim Portugal alcançaria sua melhor colocação na história das Copas. Eusébio seria o artilheiro máximo da competição com nove gols.

  • Este mundial foi transmitido ao vivo pela televisão para 20 países europeus, através da Eurovision . O México desejava a transmissão do evento ao vivo, mas com a dificuldade das transmissões via satélite entre continentes (não havia transmissões via satélite para todo o mundo ainda, só para a Europa), ficou impossibilitado de realizar tal feito. Uma equipe da , (principal emissora de televisão do México) com 100 profisionais, esteve em visita nos estúdios da britânica para fazer um estágio de aprendizado justamente durante o período do evento, com vistas a fazer a cobertura da Copa do Mundo 4 anos depois, que seria em seu país. De volta ao país, a equipe mexicana recebeu a preço de custo, os "tapes" dos jogos do campeonato.

Euzébio

Euzébio em lance contra o Brasil.

  • O goleiro mexicano Antonio Carbajal quebrou um recorde nesse mundial. Ele se tornou nessa edição o jogador que mais disputou Copas do Mundo: 5. Considerando sua estreia em mundiais no Brasil, em 1950, ele disputou na Inglaterra seu quinto mundial. Tal feito nunca foi superado. Apenas foi igualado na França, em 1998, pelo líbero alemão Lothar Matthäus.
  • Curiosamente, nessa edição do Mundial, Carbajal não sofreu gols quando disputou somente a partida em que o México empatou por 0-0 com o Uruguai na primeira fase. Nos jogos em Copas anteriores, sempre sofreu gols.
  • Houve rumores que a seleção da Coreia do Norte enganava a todos os envolvidos na Copa, por falta de fiscalização por parte da FIFA e dos organizadores da Copa, os jogadores norte-coreanos atuavam com 11 jogadores e na hora do intervalo eles trocavam as camisas no vestiário e vinham pro segundo tempo com 11 jogadores diferentes, dado o fato que os coreanos eram de fisionomias semelhantes.
  • No jogo Coreia do Norte-Portugal, registou-se uma das maiores reviravoltas de resultados em Campeonatos do Mundo. Nesse espetacular jogo, a seleção portuguesa esteve a perder 3-0 aos 25 minutos, mas acabou vencendo por 3-5, num jogo memorável para Eusébio, já que apontou 4 gols.
  • Essa edição do Mundial passou para a história como o "Campeonato Mundial da Violência". Se a edição anterior disputada no Chile teve alguns lampejos de violência, abafados pela atitude enérgica da arbitragem, o Mundial de 1966 chegou ao absurdo de ter pontapés e pancadaria generalizada nas partidas, com a condescendência dos árbitros europeus.
  • A violência começou a rolar nas quartas-de-final. No jogo Alemanha x Uruguai, em Sheffield, os alemães venceram com facilidade por 4-0. Mas só começaram a construir o placar depois que o árbitro inglês Jim Finney expulsou os uruguaios Troche e Héctor Silva por jogo violento. Na verdade, os uruguaios só revidaram as agressões dos alemães, que davam seus pontapés à vontade sem que o árbitro marcasse. E os uruguaios ainda reclamaram de um pênalti não marcado quando o zagueiro Schnellinger colocou a mão numa bola que estava na linha do gol, quando o jogo estava 0-0.
  • No jogo Inglaterra e Argentina, em Wembley, os ingleses seguraram os argentinos na base da pancadaria. O maestro da violência era o volante inglês Nobby Styles, que dava de joelhadas a "tesouras voadoras" nos argentinos. As maiores vítimas da brutalidade britânica foram os meias argentinos Onega e Rattín. Ao tentar cobrar do árbitro alemão Rudolf Kreitlein uma atitude mais enérgica em relação à brutalidade dos britânicos, Rattín foi expulso. Como na época não havia cartões amarelos e vermelhos, ele foi escoltado para fora do campo com a ajuda da polícia. No caminho para os vestiários, o capitão argentino foi vaiado pela plateia e teve copos de cerveja atirados em sua direção. Mesmo com 10 jogadores, a Argentina segurou o placar até os 32 minutos do segundo tempo, quando Geoff Hurst marcou de cabeça o gol que garantiu a Inglaterra nas semifinais.
  • Styles usava dentes postiços na parte frontal da arcada superior, que ele tirava somente na hora do jogo.
  • Após a partida, o treinador inglês Alf Ramsey declarou que "os argentinos eram animais". Tal declaração foi muito mal recebida em todo o mundo. Em resposta a Ramsey, os argentinos chamaram os ingleses de "ladrões das Ilhas Malvinas".
  • Devido aos incidentes nessa partida, a FIFA puniu a Associação de Futebol Argentino (AFA), e puniu Rattín e o meio-campista Ferrero. Contra Kreitlein, Styles e Ramsey, a FIFA nada fez.
  • Esse episódio do jogo Inglaterra x Argentina, aliado ao que ocorreu na partida Alemanha x Uruguai e o que ocorreu com o Brasil na primeira fase, em que seus jogadores-chave (incluindo o rei Pelé) foram vítimas de faltas muito duras, com a complacência de árbitros ingleses, foi levantada a hipótese de que a FIFA, presidida pelo inglês Stanley Rous, estaria envolvida em um complô para impedir que as seleções sul-americanas chegassem às semifinais e até mesmo ganhassem outra Copa do Mundo na Europa.
  • Antes da Copa, os prognósticos indicavam que somente as três potências sul-americanas (Brasil, Uruguai e Argentina) tinham condições de fazer frente às seleções europeias a ponto de vencerem a Copa do Mundo. Suas eliminações, extremamente suspeitas, colocaram em xeque a credibilidade do Mundial.
  • Na semifinal entre Alemanha Ocidental e União Soviética, outra polêmica. O árbitro italiano Concetto Lo Bello marcava faltas a favor dos alemães e era complacente com as faltas favoráveis aos soviéticos. De tanto apanhar, o atacante soviético Igor Chislenko ficou mancando. Como naquela época não havia substituições, ele teve que ficar "fazendo número" até os 18 minutos do segundo tempo, quando fez uma falta, e chutou o alemão Held quando este estava caído, sendo expulso. Outra vítima dos alemães-ocidentais foi o centroavante Porkuyan, que passou o dia seguinte cuidando das feridas e hematomas nas canelas.
  • Na partida inicial entre Inglaterra e Uruguai em Wembley, o time inglês passou o 1° tempo todo no ataque, enquanto os uruguaios se defendiam. No intervalo de jogo, enquanto a equipe uruguaia, a caminho dos vestiários, saudou Vossa Majestade a Rainha Elizabeth II, presente ao campo, metade do time inglês não fez o mesmo.
  • A partida final, entre Inglaterra e Alemanha contou com um torcedor inusitado: o pugilista Cassius Clay (que ainda não se chamava Muhammad Ali), e que estava no país para defender o título mundial em uma luta na semana seguinte, e aproveitou a oportunidade para assistir à partida, junto com time de seguranças, seu empresário e assessores.
  • Na elaboração da lista de 43 nomes para a preparação da Copa de , um dirigente da CBD ponderou que havia poucos jogadores do e sugeriu a convocação do zagueiro Ditão. Na hora de datilografar os nomes de batismo, porém, a secretária escreveu o nome de outro Ditão, o do . Para não cair no ridículo, a Comissão Técnica não desfez o mal-entendido e a bobagem ficou por isso mesmo.
  • Antes da Copa, a Federação Inglesa enviou um comunicado a CBD dizendo que o café consumido por hábito no Brasil seria considerado estimulante. A CBD respondeu que o assunto deveria ser tratado diretamente com o Instituto Brasileiro do Café e que o chá, bebido pelos ingleses, era muito mais estimulante.
  • Bebê
  • O jogador mais jovem a integrar a seleção brasileira numa Copa foi o ponta-esquerda Edu. Ele tinha dezesseis anos ao ser convocado em 1966. Edu ficou na reserva e não entrou em nenhuma partida.
  • O episódio da expulsão do argentino Rattín no jogo contra a Inglaterra, quando pedia um intérprete para reclamar ao juiz da violência, motivou a Fifa a criar os cartões amarelo e vermelho, que passaram a ser utilizados a partir do México, em 1970.
  • Mascote número 1
  • O leão Willie foi o primeiro mascote criado para uma Copa do Mundo. Ele foi uma forma idealizada pelos organizadores para promover o Mundial.
  • Religião em campo
  • Essa foi a primeira Copa que não teve jogos aos domingos. Por motivos religiosos, os esportes eram proibidos nesse dia nas Ilhas Britânicas. Os britânicos só teriam o domingo liberado para o futebol a partir de 1973.

Pelé

Euzébio tenta ajudar Pelé depois deste sofrer mais uma violenta e desleal falta.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_na_Copa_do_Mundo_de_1966.

Quando a Copa chegou, a Seleção Brasileira não tinha um time.
Vicente Feola estava de volta ao comando, mas totalmente perdido. Era até mesmo difícil imaginar como ele poderia avaliar tantos jogadores, com tantas escalações diferentes. Um dia o Brasil entrava em campo com Gilmar, Carlos Alberto Torres, Brito, Altair e Rildo: Denílson e Gérson; Garrincha, Servílio, Pelé e Amarildo. Logo em seguida, Feola escalava: Fábio, Murilo, Djalma Dias, Leônidas e Édson Cegonha; Dudu e Lima; Jairzinho, Tostão, Célio e Ivair. Outro time: Ubirajara, Fidélis, Brito, Fontana e Oldair; Roberto Dias e Denílson; Paulo Borges, Alcindo, Tostão e Edu. Ainda outro: Manga, Djalma Santos, Djalma Dias, Altair e Paulo Henrique; Dino Sani e Lima; Garrincha, Silva, Pelé e Paraná.
Não estamos falando de substitutos, que já eram permitidos, embora não pudessem ser utilizados na Copa.
O Brasil começara a se preparar com um ano de antecedência, em uma excursão à Europa e norte da África, complicada pelo fato de que, quando estávamos na Argélia, o time teve que abandonar o país às pressas, por causa de um golpe de Estado. Dos dois amistosos programados contra os donos da casa, apenas um foi realizado, em Oran, em um campo que era uma mistura de areia com terra batida. Não havia uma única e escassa folha de grama. Dali o time passou por Portugal, onde empatamos em 0 a 0 no Porto, Estocolmo, com vitória de 2 a 1 sobre a Suécia, e Moscou, com vitória de 3 a 0 sobre a União Soviética.

Naqueles tempos em que o Brasil não mantinha relações diplomáticas com a União Soviética, o fato mais notável da viagem a Moscou foi a prisão do jornalista Ricardo Serran, de O Globo, proibido de entrar no país.
Chega a Copa na Inglaterra e, embora eu tivesse sido destacado para cobrir o grupo da Itália, União Soviética, Chile e Coréia do Norte, em Middlesbrough, posso dizer que, em minha opinião, a única decisão sensata tomada por nossa Comissão Técnica ficou por conta do médico Hílton Gosling, ao escolher uma simpática concentração em Lymm, perto de Liverpool, onde iríamos disputar nossos três jogos no campo do Everton.
Em campo, nossa Seleção não tinha nenhum conjunto, nem poderia ter. A razão básica para tantas experiências era, ao menos em teoria, escolher o “parceiro ideal” para Pelé.
Veio o jogo com a Bulgária, que derrotamos por 2 a 0, com gols de Pelé e Garrincha. Infelizmente, Pelé, o foco de tantas experiências, se machucou e ficou de fora da partida seguinte, contra a Hungria. Com três minutos de jogo, os húngaros já ganhavam por 1 a 0, mas Tostão empatou ainda no primeiro tempo. O resultado parcial, porém era ilusório, pois nosso time não se encontrava em campo. Perdemos por 3 a 1.
Como o time não se encontrava, Feola resolveu mudar tudo para a partida seguinte, contra Portugal, que seria decisiva. Comparem agora as escalações: contra a Hungria jogamos com Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Altair e Paulo Henrique; Lima e Gérson; Garrincha, Alcindo, Tostão e Jairzinho. Contra Portugal, dirigido pelo brasileiro Oto Glória, eis nosso time: Manga, Fidélis, Brito, Orlando Peçanha e Rildo; Denílson e Lima; Jairzinho, Silva, Pelé e Paraná.
Os dois únicos jogadores mantidos foram Lima e Jairzinho, mas mesmo assim este passou da ponta esquerda para a direita. Pelé, escalado embora sem ter se recuperado por completo, foi colocado fora de jogo por duas entradas criminosas de Morais, e perdemos por 3 a 1, sob as vistas complacentes do juiz inglês McCabe.

seleção coreana

Seleção norte coreana, sensação da copa de 1966.
Aquela por sinal foi uma Copa em que sobraram dúvidas imensas quanto a arbitragens, culminando com o gol de Geoff Hurst, da Inglaterra, na final contra a Alemanha Ocidental, já na prorrogação, em que, sabe-se hoje, a bola não entrou.
Quanto a mim, detenho o dúbio laurel de ser o único jornalista brasileiro vivo a ter presenciado a vitória da Coréia do Norte sobre a Itália, em Middlesbrough, por 1 a 0, gol de Pak Doo Ik. Era uma seleção, a da Coréia do Norte, em que o jogador mais alto, o goleiro, tinha apenas 1,75m.
Os italianos, eliminados, foram recebidos de volta ao solo pátrio com batatas, tomates e repolhos. Uma completa feira-livre. Edmondo Fabbri, o técnico, foi sumariamente demitido.

 

 http://twittometer.com/futebol/selecaobr/info/561626/as-minhas-copas-1966

Introdução a O Brasil na Copa do Mundo de 1966

A seleção brasileira entrou na Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra, como favorita. Afinal, a equipe era nada menos que a atual bicampeã do certame. Porém, a a preparação do selecionado para a competição mostrou que algo estava errado. Em abril de 1963 o país fez uma excursão pela Europa e o time treinado pelo técnico Aymoré Moreira decepcionou.
Em amistosos perdeu para Portugal por 1 a 0, foi massacrado pela frágil Bélgica por 5 a 1 e derrotada por 3 a 0 pela Itália. Empatou com a boa seleção da Inglaterra por 1 a1 e bateu França e Alemanha Ocidental por 3 a 2 e 2 a 1, respectivamente. Mesmo assim, a reputação da equipe estava manchada e precisava mudar.
O técnico Aymoré Moreira, campeão em 62, deu lugar a Vicente Feola, responsável pela conquista de 58.  Nos dois anos que antecederam o Mundial, o Brasil fez uma série de partidas amistosas e o treinador não repetiu uma vez sequer a formação em duas partidas consecutivas. Assim sendo, ninguém sabia qual seria a equipe titular na Copa.
Inicialmente, Feola chamou o excessivo número de 45 jogadores. Às vésperas do Mundial, finalmente foram convocados os 22 que disputariam a competição. Em depoimento, o zagueiro e capitão Bellini afirmou que o técnico era muito pressionado por dirigentes na escalação do time. Segundo o zagueiro, para o confronto contra Portugal, quanto houve nove alterações (inclusive o próprio capitão), o técnico afirmou que era “voto vencido” e deveria mudar a equipe.

O time de Feola não teve uma identidade. Em cada confronto uma equipe foi relacionada, e nessa época ainda não eram permitidas substituições. Desta forma, Garrincha, o craque da Copa de 62, acabou ficando de fora do último confronto da equipe, que culminou na eliminação do Brasil do torneio após derrota para Portugal por 3 a 1.

A campanha do Brasil

No Mundial de 66, o Brasil caiu no grupo 3, com sede nas cidades de Liverpool e Manchester. Seus adversários seriam Portugal (o mesmo para quem havia perdido no amistoso em 1963), a Hungria (da forte escola que nasceu com Puskas) e a menos expressiva Bulgária (que apesar de pouco cotada, possuía um futebol vigoroso). Contudo, nenhuma equipe podia assustar a seleção brasileira, que vinha com a força do bicampeonato em 58 e 62.
No dia 12 de julho de 66, o Brasil estrou contra a Bulgária, em Liverpool,  na presença de 48 mil pessoas. Os búlgaros abusaram da violência no confronto. Mesmo assim, a equipe de Vicente Feola venceu por 2 a 0 com gols de bola parada, em cobranças de falta de Pelé e Garrincha.

Portugal e Coréia do Norte

Lance da sensacional virada de Portugal 5 x 3 Coréia do Norte.

No segundo jogo, realizado no 15 de julho, o Brasil iria encarar a Hungria. Apesar do fraco futebol apresentado contra a Bulgária, a equipe era tida como favorita. O jogo foi  muito complicado para o Brasil. Pelé, poupado, ficou de fora e logo aos 2 minutos a Hungria mostrou sua força. Bene abriu o placar. O Brasil não se intimidou e aos 14 minutos empatou a partida com o atacante Tostão. A seleção brasileira tentou virar o placar até o final da primeira etapa e nada conseguiu. Aos 19 minutos do segundo tempo, Farkas botou a Hungria em vantagem e aos 28 Mészoly, cobrando pênalti, decretou a derrota brasileira por 3 a 1.
Ainda com chances de garantir a vaga na segunda fase, o Brasil iria encarar Portugal no dia 19 de julho. Os portugueses eram naquele momento a sensação da Copa e já tinham carimbado passaporte nas quartas-de-final.

Eles vinham de duas vitórias e excelente exibição contra a Bulgária, quando triunfaram por 3 a 0. Muito pressionado, Vicente Feola trocou nove jogadores para o confronto e confirmou a volta de Pelé à equipe, além da ausência de Garrincha. Perante 62 mil espectadores, Portugal não se intimidou contra os bicampeões e ganhou por 3 a 1 com certa facilidade.

E para o jogo da vida do Brasil no Mundial da Inglaterra, o técnico Vicente Feola mudou quase todo o time que foi derrotado pela Hungria. Na defesa saíram Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Altair e Paulo Henrique e entraram Manga, Fidélis, Brito, Orlando Peçanha e Rildo. Pelé, que já havia se machucado na estréia contra a Bulgária, voltou para o time. Garrincha, Tostão, Gérson e Alcindo foram substituídos por Denílson, Paraná, Silva e Lima.

O jogo começou com o Brasil buscando o ataque, mas era o time de Portugal que criava as melhores chances. Pelé recebia uma marcação cerrada do zagueiro Vicente, e pouco pôde fazer na partida. Depois de uma entrada violenta, acabou fazendo número quase o tempo todo. Com toda a desorganização do escrete canarinho, o bom time de Portugal não demorou a marcar.

Aos 15 minutos da primeira etapa, Manga, nervoso com a "batata quente" que lhe colocaram nas mãos, largou um cruzamento de Eusébio na cabeça de Simões, que fez o primeiro gol da partida. Pouco tempo depois, Coluna cobra falta, Torres cabeceia para o meio da área e Eusébio completa. Portugal 2 a 0. A classificação já era um sonho distante para o Brasil.

Na segunda etapa, a seleção brasileira até conseguiu se impor na base da vontade, mas continuava atacando de forma desorganizada. O lateral Rildo descontou aos 28 minutos e deu esperanças ao torcedor brasileiro. Mas, a cinco minutos do fim da partida, Eusébio recebe na área e quase fura as redes de Manga, decretando a desclassificação do Brasil.

Esse jogo é lembrado até hoje como uma das melhores atuações dos "Magriços" em Copas do Mundo. E aquele time, com base no fabuloso Benfica dos anos 1960, chegaria a um honroso terceiro lugar.

Na fraquíssima campanha de 66, o Brasil marcou apenas quatro gols. Cada um deles com um jogador diferente. Na vitória sobre a Bulgária, Pelé e Garrincha deixaram sua marca. Já nas derrotas contra Hungria e Portugal, a tarefa foi de Tostão e Rildo respectivamente.

Um jogador brasileiro que destacou-se no Mundial da Inglaterra foi o meia Gérson, que exibiu um grande futebol no único confronto que disputou, contra a Hungria. Após esta Copa, Gérson  tornou-se presença constante na seleção principal e peça fundamental na conquista do tri quatro anos mais tarde, no México.

Outro fato que marcou a disputa contra Portugal foi a “perseguição” a Pelé, que apanhou muito em campo e passou a partida com dores, mancando. Na época, ainda não era pertimitido aos técnicos fazerem substituições.

http://esporte.hsw.uol.com.br/brasil-copa-19661.htm

A Inglaterra chegou ao topo do mundo jogando em casa em 1966 depois de derrotar a Alemanha Ocidental em uma das finais mais emocionantes e polêmicas da história da Copa do Mundo da FIFA.

Geoff Hurst foi o herói da vitória inglesa por 4 a 2 no estádio de Wembley ao marcar três gols na final, dois deles na prorrogação. Hurst detém o recorde de mais gols marcados em uma decisão de Copa do Mundo da FIFA, embora até hoje permaneçam dúvidas quanto à legitimidade do seu segundo gol. A bola bateu no travessão e não teria cruzado a linha, mas o tento foi validado pelo auxiliar Tofik Bakhramov.

Yashin

Goleirão soviético Yashin em ação na copa de 1966.

O gol de Hurst não foi a única controvérsia do torneio. O Brasil, principal candidato sul-americano ao título e então bicampeão do mundo, deixou a competição ainda na primeira fase reclamando muito da arbitragem. A Inglaterra 1966 viu ainda a surpreendente seleção norte-coreana eliminar a Itália e a memorável exibição de artilharia do craque português Eusébio, vencedor da Chuteira de Ouro com nove gols.

A imaginação de Ramsey 

Para a Inglaterra, o mundial de 1966 representava a oportunidade para que o país que inventou o futebol finalmente deixasse a sua marca na Copa do Mundo da FIFA. Depois de esnobarem as primeiras edições da Copa, os ingleses estrearam no mundial de 1950 com uma embaraçosa derrota para os Estados Unidos. Em 1963, o zagueiro do escrete de 1950 Alf Ramsey assumiu o cargo de técnico com o objetivo de levar a Inglaterra à era moderna do esporte: pela primeira vez, não era uma comissão de dirigentes que escolhia os jogadores, mas o treinador. Ramsey escalou atletas impopulares e esforçados e, ao rejeitar o 4-2-4 e recuar os pontas Ball e Peters, fez nascer o famoso 4-4-2 britânico.

O zagueiro central Bobby Moore e o meia-atacante Bobby Charlton eram fundamentais para os planos da Inglaterra, mas o país teve um começo pouco inspirado no empate sem gols da partida de abertura contra o Uruguai. Na verdade, o maior assunto da campanha dos ingleses na primeira fase foi a falta cometida por Nobby Stiles no francês Jacques Simon. Alguns árbitros da federação inglesa chegaram a pedir a Ramsey que dispensasse o impiedoso volante, mas o técnico não atendeu ao pedido.

Os anfitriões também passaram um sufoco com o roubo da Taça Jules Rimet, que estava exposta em Londres. Dias depois, o precioso objeto foi encontrado por um cachorro chamado Pickles no meio dos arbustos de um jardim na zona sul da cidade. Mas Pickles não foi o único herói de quatro patas da Inglaterra 1966: o leãozinho Willie foi a primeira mascote da história da Copa do Mundo da FIFA.

pickles

Pickles, o cãozinho herói.

Os ingleses disputaram todos os seus jogos em Londres, mas foi no norte do país que o evento realmente chamou a atenção na primeira fase. Em Liverpool, o Brasil estreou em busca do tricampeonato vencendo a Bulgária por 2 a 0. Pelé e Garrincha marcaram os gols e se tornaram os primeiros jogadores a balançarem as redes em três edições consecutivas da Copa do Mundo da FIFA. Apesar disso, a vitória contra a Bulgária foi o máximo que os então campeões mundiais conquistaram na terra da rainha.

Vítima de um carrinho violento na partida de estreia da seleção brasileira, Pelé foi poupado do jogo contra a Hungria. Liderados por Florian Albert, os húngaros venceram o Brasil por 3 a 1, a primeira derrota do país em uma Copa do Mundo da FIFA desde 1954. Embora tenha voltado para a partida contra Portugal, Pelé foi caçado em campo por Morais. Sob o comando do técnico brasileiro Otto Glória, os portugueses aproveitaram e Eusébio marcou duas vezes na vitória de 3 a 1, a terceira seguida da estreante seleção lusa. O craque português, eleito o Jogador Europeu do Ano, mal havia começado a brilhar.

A surpresa norte-coreana 

Na segunda fase, os portugueses enfrentaram a Coreia do Norte, outra revelação da Inglaterra 1966. Os norte-coreanos haviam se classificado para a Copa do Mundo da FIFA ao vencerem a Austrália, depois que os outros países asiáticos e africanos se retiraram da competição em protesto pela decisão de permitir apenas uma vaga para ambos os continentes. Com um futebol rápido e harmonioso, a Coreia do Norte surpreendeu a Itália na última partida da fase de grupos. O gol solitário de Pak Doo Ik no estádio Ayresome Park em Middlesbrough levou a seleção asiática às quartas-de-final e despachou os italianos de volta para casa, onde foram recebidos com uma chuva de tomates.

Em uma das partidas mais emocionantes da competição, os norte-coreanos quase protagonizaram uma zebra ainda maior nas quartas-de-final, marcando 3 a 0 contra Portugal em apenas 25 minutos de jogo. Mas os asiáticos acabaram derrotados por 5 a 3 depois que Eusébio e os seus companheiros acordaram. Em uma atuação brilhante, o craque português virou o jogo praticamente sozinho e, aos 15 minutos do segundo tempo, já havia feito quatro gols.

Portugal teve de se contentar com a disputa do terceiro lugar depois de perder na semifinal para a Inglaterra com dois gols de Bobby Charlton. Eusébio foi marcado de perto o jogo inteiro por Stiles e só conseguiu descontar de pênalti nos minutos finais. Os anfitriões vinham de uma partida nervosa nas quartas-de-final contra a Argentina, em que Hurst justificara a sua escalação em detrimento do atacante Jimmy Greaves ao marcar o único gol do confronto depois da expulsão do capitão argentino Antonio Rattin. Agora, somente a Alemanha Ocidental separava os ingleses do título.

O selecionado de Helmut Schön tinha Franz Beckenbauer, com então 20 anos e quatro gols a caminho da decisão — dois deles marcados na estreia do craque alemão no torneio, um humilhante 5 a 0 sobre a Suíça. Depois que o gol de Uwe Seeler contra a Espanha garantiu o primeiro lugar do grupo, os alemães superaram as seleções do Uruguai e da União Soviética, ambas com nove homens em campo. Helmut Haller e Beckenbauer bateram o grande goleiro soviético Lev Yashin na vitória de 2 a 1 na semifinal, e foi Haller quem abriu o marcador na final contra os ingleses.

rainha

Rainha Elizabeth condecorando os jogadores ingleses.

No entanto, 30 de julho de 1966 era mesmo o dia da Inglaterra. O alemão Wolfgang Weber chegou a silenciar o estádio de Wembley ao marcar o gol de empate aos 44 minutos do segundo tempo, quando a torcida anfitriã já comemorava o título, depois dos gols de Hurst e Martin Peters. Mas os homens de Ramsey recuperaram a vantagem na prorrogação, com uma grande atuação do jogador mais jovem do plantel, o incansável meio-campista Alan Ball. Hurst, que registrava apenas um gol pela Inglaterra antes do mundial, balançou as redes duas vezes e, finalmente, os ingleses comemoraram o seu primeiro título de Copa do Mundo.

http://www.memoriafutebol.com.br/blog/copa-do-mundo-da-inglaterra-1966

 

 

 

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