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SELEÇÃO BRASILEIRA: COPA DE 1950
SELEÇÃO BRASILEIRA: COPA DE 1950

A COPA DO MUNDO DE 1950 - BRASIL

Havia doze anos que não era realizado um Mundial. Em virtude da Segunda Guerra (1939-1945), que mobilizara forças de vários países, a FIFA decidiu suspender a competição. Em 1946, com a Europa arrasada pelo conflito, o Brasil apresentara um projeto para ser sede da IV Copa do Mundo de Futebol, que fora aceito pela equipe avaliadora com sucesso.
Após longos 4 anos de expectativa, finalmente chegara o dia da estréia. Brasil e México se enfrentariam no maior estádio do mundo. O Brasil tinha Zizinho, Barbosa, Ademir e Bauer e a pose de favorito. Na partida de estréia, a nossa equipe fez bonito no estádio lotado, vencendo os rivais por 4 a 0. O primeiro gol saiu no primeiro tempo, do pé de Ademir, após uma jogada rápida iniciada por ele mesmo. No segundo tempo, a seleção canarinha entrou com mais disposição, aumentando a vantagem sobre o time rival, com outro gol de Ademir além dos marcados por Jair e Baltazar.

Para a Copa do Mundo de 1950, que contou com a participação de 13 seleções, foi construído o Maracanã, o maior estádio de futebol do mundo. A Argentina, que achava que deveria ser a anfitriã da segunda Copa do Mundo na América do Sul, não participou em protesto. 

seleção de 50

Pôster oficial da Copa do Mundo de 1950.

A competição foi organizada com 4 grupos na primeira fase e uma fase final reunindo os 4 vencedores de cada grupo. Prevista para contar com 16 participantes, a Copa do Mundo 1950 recebeu apenas 13 seleções.

Seleções participantes: 13
Bolívia | Brasil | Chile | Espanha | Estados Unidos | Inglaterra
Itália | Iugoslávia | México | Suécia | Suíça | Paraguai
Uruguai
Seleções estreantes: 1 (8%) - Inglaterra

Brasil na Copa do Mundo 1950

seleção de 50

Delegação Brasileira: Adãozinho, Ademir Menezes, Alfredo II, Augusto, Baltazar, Barbosa, Bauer, Bigode, Castilho, Chico, Danilo Alvim, Ely, Friaça, Jair Rosa Pinto, Juvenal, Maneca, Nena, Nílton Santos, Noronha, Rodrigues, Ruy, Zizinho, Técnico - Flávio Rodrigues Costa.

Para fugir ao domínio alemão, o presidente da Fifa, Jules Rimet, tinha transferido a sede da entidade da ocupada França para a neutra Suíça, onde se encontra até hoje.
Destruídos e abalados pela longa guerra, nenhum dos países europeus tinha condição de sediar a quarta Copa do Mundo. O Brasil foi o único candidato.

bola oficial de 50

Bola oficial da Copa do Mundo de 1950.

                                                              Maracanã
As autoridades brasileiras resolveram construir, no Rio de Janeiro, o maior estádio do mundo: o Maracanã, com capacidade para cerca de 200 mil torcedores. Construído, às pressas, em apenas 667 dias, o Maracanã recebia seu segundo jogo, justamente na abertura do mais importante campeonato de futebol do planeta.

Mracanã 1950

Estádio do Maracanã na década de 1950.
Pela primeira vez, o troféu da competição passaria a ter o nome do presidente da Fifa, Jules Rimet, um dos principais responsáveis pela existência dos Mundiais.

Também pela primeira vez, as seleções usariam números nas camisas dos jogadores.
Trinta e três países se inscreveram para as eliminatórias. A Argentina, alegando divergências com a direção do futebol brasileiro, resolveu ficar de fora.
A Fifa decidiu que as 13 seleções classificadas para a fase final seriam divididas em quatro grupos. Com a desistência da Escócia, o grupo finalista ficou reduzido a 12 equipes.
A poderosa seleção da Inglaterra fazia sua estréia no torneio. E o Uruguai, campeão de 1930, voltava a participar.

Campanha brasileira

Do grupo do Brasil faziam parte a Iugoslávia, a Suíça e o México. A seleção brasileira estreou no dia 24 de junho, contra os mexicanos, no Maracanã. O Brasil venceu sem dificuldade por 4 a 0, dois gols de Ademir, um de Jair e o outro de Baltasar.

seleção de 50

Jornal de 1950 destacando a bela vitória da seleção brasileira sobre o México.
O time do Brasil já não contava mais com Leônidas da Silva, mas a seleção tinha um plantel excelente. A base era o time do Vasco da Gama, apelidado de “Expresso da Vitória.”
No gol, estava o confiante Barbosa, considerado um dos maiores goleiros que o Brasil já teve. Na defesa, os destaques eram Augusto e Juvenal. No meio de campo, brilhava o futebol refinado de Danilo, Jair da Rosa Pinto e Zizinho, o “Mestre Ziza”, que, para muitos, foi igual ou melhor do que Pelé. No ataque, jogavam Ademir Menezes e o centroavante do Corinthians, Baltasar, o “Cabecinha de Ouro.”
No segundo jogo, disputado no estádio do Pacaembu, em São Paulo, a seleção brasileira não repetiu a atuação da estreia e ficou no empate de 2 a 2 contra a fraca equipe da Suíça.
O Brasil só iria se classificar no último jogo das oitavas de final, com uma vitória de 2 a 0 sobre a Iugoslávia, no Maracanã, com gols de Ademir e Zizinho, este último, finalmente levado ao time titular pelo técnico Flávio Costa, atendendo aos apelos nacionais.

Fracasso inglês
No grupo 2, a Inglaterra deu vexame. Depois de vencer o Chile por 2 a 0 no Maracanã, os ingleses foram derrotados em Belo Horizonte por 1 a 0 pelo time dos Estados Unidos, considerado bastante fraco.
Os ingleses não conseguiram se recuperar da vergonhosa derrota para os americanos e acabaram perdendo também o último jogo para a Espanha, por 1 a 0. Com três vitórias, a Espanha se classificou para o quadrangular final.
No grupo 3, a Suécia se classificou com uma vitória de 3 a 2 sobre a Itália, e um empate de 2 a 2 contra o Paraguai.
No grupo 4, formado apenas por 2 seleções, a poderosa equipe uruguaia, apelidada de “Celeste Olímpica”, não teve dificuldade para despachar a fraca Bolívia com uma goleada de 8 a 0.
No começo do quadrangular decisivo, o Brasil pôde então mostrar seu poderio. Em 9 de julho, o Brasil passeava no Maracanã, aplicando uma impiedosa goleada de 7 a 1 sobre a Suécia.
Zizinho e Ademir Menezes, que marcou 4 gols, comandaram a goleada para delírio dos brasileiros, que viam o sonho do campeonato mundial cada vez mais perto de ser realizado.
No outro jogo, disputado em São Paulo, Uruguai e Espanha não passaram de um empate em 2 a 2.

Touradas em Madri
Em 13 de julho, a torcida brasileira voltou a lotar o Maracanã para a partida da seleção contra a Espanha.
Com um coro de mais de 150 mil pessoas, a torcida embalou a seleção brasileira cantando Touradas em Madri, a composição de Braguinha popularizada por Carmem Miranda.
Os espanhóis, atordoados pela música e pela gozação, não resistiram. O Brasil venceu por 6 a 1, com 2 gols de Ademir, dois de Chico, um de Jair e um de Zizinho.Brasil e Espanha copa de 50

Imagens do jogo Brasil 6 x México 1.

Brasil e México

Uma das manchetes da época falando da vitória brasileira sobre os mexicanos.

O Brasil, com duas vitórias, ambas por goleada, em dois jogos, iria enfrentar na final a poderosa equipe do Uruguai, que, com dificuldade, tinha vencido a Suécia por 3 a 2 no Pacaembu. O Brasil precisava apenas de um empate para se sagrar campeão.

Uruguai cala Maracanã
Mas o time uruguaio era forte. No gol, o versátil Maspoli; na defesa, os valentes Tejera, Gambetta e o incansável capitão Obdulio Varela; no ataque, os habilidosos Ghiggia, Julio Perez e Schiaffino.
Em entrevista concedida à BBC, o falecido jogador Zizinho disse que os jogadores brasileiros não subestimaram a seleção uruguaia: “Nós conhecíamos eles de torneios sul-americanos e sabíamos que tinham um time fortíssimo, difícil de ser batido. Sempre endureciam contra o Brasil.”
Às vésperas do jogo, a delegação brasileira trocou a tranquila concentração de São Conrado pela movimentada sede do Vasco da Gama.
Torcedores, dirigentes e políticos oportunistas, fizeram fila para tirar fotografias ao lado dos “campeões do mundo”.
De acordo com números oficiais, 173.850 torcedores foram ao Maracanã assistir à grande final, estabelecendo um novo recorde mundial de público. Mas há quem diga que, naquele 16 de julho, o Maracanã recebeu mais de 200 mil pessoas.
Depois de um primeiro tempo sem gols, o ponta Friaça abriu o placar dando início à festa brasileira. Afinal, restavam menos de 45 minutos, e o empate daria o título ao Brasil.
O Uruguai empatou aos 22 minutos com um gol de Schiaffino. Treze minutos depois, o ponta Ghiggia fez o gol da vitória uruguaia.
A vitória inacreditável emudeceu o Maracanã e deu o bicampeonato ao time do Uruguai.

torcida

Estima-se que mais de 200.000 pessoas estavam no Maracanã para a decisão contra o Uruguai na Copa do Mundo de 1950.


"E o que ninguém previa aconteceu. O Brasil perdeu o campeonato do mundo na última partida, ficando o cobiçado troféu em poder dos uruguaios. Foi mais uma lição, dentre as tantas que já temos tido, deixando fugir o triunfo a hora decisiva. E agora não existe qualquer desculpa. Das outras vezes culpava-se o ambiente estranho, a torcida contrária, o juiz e tantas outras coisas que seriam de consolo ás derrotas que tantas vezes já nos impuseram argentinos, italianos e os próprios uruguaios, de quem somos velhos fregueses. Domingo tínhamos tudo a nosso favor: o campo, a torcida e, além disso, o "handicap"do empate que nos garantiria o titulo. O juiz Mr. Reader teve uma arbitragem perfeita e a ele não se pode atribuir a menor responsabilidade pelo fracasso do nosso selecionado.

Perdemos porque jogamos menos. Os uruguaios foram superiores na técnica e no coração. A Taça "Jules Rimet" está em boas mãos. Nas mãos daqueles que na hora decisiva souberam disputá-la com classe e com flama. São eles os merecedores do título de campeões do mundo.

Quem assistiu o quadro nacional jogar com a Suécia e com a Espanha, uma verdadeira orquestra sinfônica, nem por sombra reconheceria o mesmo quadro naquele que domingo jogou no Maracanã contra os orientais. A sinfônica desafinou e diluiu as esperanças dos duzentos mil espectadores que madrugaram no estádio e dos milhões de torcedores de todo o país que pelo rádio acompanhavam ansiosos o desenrolar da peleja.

Muitos argumentam com o azar para explicar a derrota, mas não reside no imponderável a explicação do fracasso. Ele veio em consequência do bom desempenho dos uruguaios e das falhas do nosso "onze". Falhas que sempre existiram e que nos cansamos de apontar desde os primeiros jogos. O nosso quadro jogou sempre, praticamente com três homens na linha de frente - Zizinho, Ademir e Jair. Os pontas Chico e Friaça jamais tiveram condições técnicas para integrar a seleção. Quando se tratava de enfrentar adversários mais fracos e principalmente que adotam o sistema europeu de jogo, sem marcação pessoal sobre os jogadores, as falhas desapareciam e os elementos fracos eram esquecidos ante a virtuosidade e a eficiência do trio central.

Ademir Menezes

Ademir Menezes - artilheiro da Copa do Mundo de 1950.

Mas com os uruguaios a coisa foi diferente. Eles adotam sistema de jogo semelhante ao nosso, marcando rigidamente os dianteiros, e, além disso, sabiam que o "team do Brasil resumia-se, na linha atacante, a Ademir, Zizinho e Jair. Sobre estes três homens, foi feita uma marcação eficiente, um verdadeiro bloqueio e o resultado não se fez esperar. Na final o "placard" acusava 2 a 1 para os uruguaios.

A responsabilidade principal recai, pois, sobre o técnico, teimando em incluir um Friaça bisonho e sem condições de jogo e insistindo com um Chico confuso e dispersivo, quando tinha um Rodrigues em plena forma para ser lançado. Adãozinho, outro elemento de valor, ficou todos os jogos na cerca quando poderia ser lançado no centro, deslocando-se Ademir para a ponta direita, como o próprio Flávio já fez uma vez com excelentes resultados, num sul-americano.

Além disso, faltou aos nossos jogadores, a flama necessária, coisa que sobrou aos nossos adversários. Do naufrágio salvaram-se Zizinho, Bauer, Augusto e Juvenal. Os restantes deixaram-se levar pelo nervosismo e jogaram abaixo da critica, inclusive Jair, acovardado com a marcação severa do velho Obdulio Varela.

E como se não bastasse tudo isso, Bigode, um jogador sempre eficiente, disputou uma partida sem qualificativo, fazendo asneiras a grande e deixando-se bater todas as vezes pelo admirável Gighia, o ponta direita do Uruguai. Também Barbosa esteve num dia negro, engolindo um autêntico frango no "goal" que deu a vitória aos orientais. (...)" Diário do Povo, 18 de julho de 1950.

 Fonte: http://www1.uol.com.br/rionosjornais/rj42.htm


Tabela e jogos da Copa do Mundo 1950

Eliminatórias: 34 seleções
Classificados automaticamente: Itália (última campeã) e Brasil (país-sede)
Sede: Brasil
Campeão: Uruguai - 2º título
Jogos: 22
Gols: 88
Média de gols: 4,0
Público: 1.337.000
Média de público: 60.773
Artilheiro: Ademir (Brasil) - 9 gols.

Barbosa

Barbosa - goleiro da seleção brasileira da copa de 1950.

O Brasil na Copa de 1950 no Brasil: vice-campeão
6 jogos | 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota | 22 gols a favor e 6 gols sofridos | saldo de gols +16.

Primeira fase:
Grupo 1
Iugoslávia 3x0 Suíça
Iugoslávia 4x1 México
Suíça 2x1 México
Brasil 4x0 México
Brasil 2x2 Suíça
Brasil 2x0 Iugoslávia.

uniforme de 50

Camisa oficial da seleção brasileira na copa de 1950.

Grupo 2
Espanha 3x1 EUA
Inglaterra 2x0 Chile
EUA 1x0 Inglaterra
Espanha 2x0 Chile
Espanha 1x0 Inglaterra
Chile 5x2 EUA

Grupo 3
Suécia 3x2 Itália
Suécia 2x2 Paraguai
Itália 2x0 Paraguai

Fase Final:
Uruguai 2x2 Espanha
Brasil 7x1 Suécia
Uruguai 3x2 Suécia
Brasil 6x1 Espanha
Suécia 3x1 Espanha
Uruguai 2x1 Brasil

                               Curiosidades da Copa do Mundo 1950

Na Copa do Mundo 1950 aconteceu a primeira participação da seleção inglesa, os "inventores do futebol", que haviam esnobado as edições anteriores. A participação inglesa foi um desastre, sendo eliminada na primeira fase, e perdendo por 1x0 para os Estados Unidos naquela que pode ser considerada a primeira zebra da história das Copas. Além desses  jogos, os ingleses venceram o Chile por 2x0 e perderam para a Espanha por 1x0.

A Segunda Guerra impediu a realização das Copas de 1942 e 1946 e por pouco a de 1950. A Europa estava arrasada após o conflito que matou mais de 100 milhões de pessoas. Enquanto isso, os Estados Unidos e União Soviética surgiriam como as novas lideranças mundiais. Duas Alemanhas, duas Coréias.

O Brasil em 1950 e a Suíça em 1954 foram escolhidos como sedes por não terem sido atingidos pela Guerra. Vários países desistiram da Copa e apenas 13 participantes disputaram a segunda Copa na América do Sul.

Na final, os organizadores esqueceram de entregar o troféu para o capitão uruguaio.

As regras novamente beneficiaram o anfitrião. Pela primeira vez haveria um quadrangular em vez de uma final. O favoritismo da seleção foi fermentado pela excelente campanha. Bastava um empate contra os desacreditados uruguaios após as goleadas de 7 a 1 na Suécia e 6 a 1 na Espanha.

A maior tragédia do futebol brasileiro foi presenciada por 174 mil pagantes e 50 mil penetras, que não acreditaram no título uruguaio, sacramentado pelo gol de Ghiggia aos 34min da etapa final.

Barbosa, goleiro do Vasco, foi responsabilizado pelo vice-campeonato e o uniforme branco substituído pelo amarelo.

                        Ficha dos jogos do Brasil na Copa do Mundo de 1950 no Brasil
Primeira Fase:
Brasil 4 x 0 México
24/junho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: George Reader (Inglaterra)
Gols: Ademir 32 do 1º tempo; Jair 11, Baltazar 17, Ademir 36 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Eli, Danilo, Bigode; Maneca, Ademir, Baltazar, Jair, Friaça.
MÉXICO: Carbajal; Zetter, Montemayor; Ruiz, Uchoa, Roca; Septien, Ortiz, Casarin, Perez, Velasquez.
  Brasil 2 x Suíça 2
28/junho/1950
Local: Pacaembu (São Paulo)
Árbitro: Ramón Azón (Espanha)
Gols: Alfredo II 2, Fatton 16, Baltazar 31 do 1º tempo; Fatton 43 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Rui, Noronha; Alfredo II, Maneca, Baltazar, Ademir, Friaça.
SUÍÇA: Stuber; Neury, Bocquet; Lusenti, Egginemann, Quinche; Tamini, Bickel, Friedlander, Bader, Fatton.

  Brasil 2 x 0 Iugoslávia

1/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Mervyn Griffiths (País de Gales)
Gols: Ademir 3 do 1º tempo; Zizinho 24 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
IUGOSLÁVIA: Mrkusic; Horvath, Stankovic; Tchaikowsky I, Jovanovic, Djajic; Vukas, Mitic, Tomasevic, Bobek, Tchaikowsky II.

Fase Final:

  Brasil 7 x 1 Suécia
9/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra)
Gols: Ademir 6 e 36, Chico 39 do 1º tempo; Ademir 6 e 12, Andersson (pen.) 31, Maneca 40, Chico 43 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
SUÉCIA: Svensson; Samuelsson, Erik Nilsson; Andersson, Nordahl, Gaerd; Sundqvist, Palmer, Jepsson, Skoglund, Stellan Nilsson.

  Brasil 6 x 1 Espanha
13/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Reg Leafe (Inglaterra)
Gols: Ademir 13, Jair 18, Chico 31 do 1º tempo; Chico 11, Ademir 12, Zizinho 22, Igoa 26 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
ESPANHA: Ramallets; Alonso, Gonzalvo II; Gonzalvo III, Parra, Puchades; Basora, Igoa, Zarra, Panizo, Gainza.

  Brasil 1 x 2 Uruguai
16/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: George Reader (Inglaterra)
Gol: Friaça 2, Schiaffino 26, Ghiggia 36 do 2º tempo.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
URUGUAI: Maspoli; Matias Gonzalez, Tejera; Gambetta, Obdulio Varela, Andrade; Ghiggia, Julio Perez, Miguez, Schiaffino, Moran.

seleção uruguaia campeã de 50

Seleção uruguaia campeã da copa do mundo de 1950.

 Sete estádios foram palco do Mundial

A maioria das partidas da Copa de 1950 foi disputada no Rio de Janeiro, no Maracanã, o "Maior do Mundo", mas outros cinco estádios receberam, pelo menos, mais uma partida do Mundial.

Maracanã (Rio de Janeiro)

Localizado na capital brasileira da época, o estádio foi o principal palco da quarta edição da Copa do Mundo e o grande chamariz para a escolha do Brasil como sede do evento. Construído especialmente para abrigar a competição, o Maracanã, então, possuía espaço para 200 mil torcedores (números extra-oficiais), sendo o maior do mundo.

Dos 22 jogos realizados na Copa de 1950, o Rio recebeu a maior parte: oito, incluindo a partida inaugural e a verdadeira decisão, a última rodada do quadrangular final, quando o Uruguai fez 2 a 1 no Brasil e levou o título.

Além de cinco das seis partidas da Seleção Brasileira na competição, o Maracanã foi reservado para partidas do Grupo 2, que reunia dois fortes candidatos ao título: Inglaterra e Espanha.

Jogos no Maracanã: Brasil 4x0 México, Inglaterra 2x0 Chile, Espanha 2x0 Chile, Brasil 2x0 Iugoslávia, Inglaterra 0x1 Espanha, Brasil 7x1 Suécia, Brasil 6x1 Espanha e Brasil 1x2 Uruguai.

 Pacaembu (São Paulo)

Construído dez anos antes da Copa de 1950, foi o segundo estádio que mais recebeu partidas no torneio. Na primeira fase da competição, o Pacaembu foi palco de Brasil 2x2 Suíça.

Contudo, graças à grande colônia italiana presente na capital paulista, o Pacaembu foi o escolhido para ser a casa da Azzurra. Mesmo com o apoio da torcida, a Itália foi eliminada ainda na primeira fase da Copa de 1950. Os italianos perderam para a Suécia na estreia, por 3 a 2, e venceram o Paraguai por 2 a 0, o que não garantiu a classificação para o quadrangular final.

Jogos no Pacaembu: Brasil 2x2 Suíça, Itália 2x3 Suécia, Itália 2x0 Paraguai, Espanha 2x2 Uruguai, Suécia 2x3 Uruguai e Espanha 1x3 Suécia.

 Independência (Belo Horizonte)

O estádio recebeu três partidas da Copa de 1950, incluindo o único jogo do grupo D, entre Bolívia e Uruguai, já que a chave esvaziou-se após a desistência de França, Escócia, Portugal e Índia.

Além dessa partida, que resultou em uma goleada dos uruguaios por 8 a 0, o Independência foi palco da vitória da Iugoslávia sobre a Suíça por 3 a 0 e do jogo que ficou marcado como a maior “zebra” da história dos mundiais – a vitória dos EUA sobre a Inglaterra por 1 a 0.

Jogos no Independência: Iugoslávia 3x0 Suíça, Inglaterra 0x1 EUA e Uruguai 8x0 Bolívia.

 Eucaliptos (Porto Alegre)

Inaugurado em 1931, o estádio que pertencente ao Internacional também foi um dos locais de jogo da Copa do Mundo de 1950, quando teve de aumentar a capacidade de 10 mil para 30 mil lugares.

O estádio foi o palco de dois confrontos disputados durante a quarta edição do Mundial de Seleções da Fifa: Iugoslávia 4x1 México e Suíça 2x1 México.

Durival de Brito (Curitiba)

Também conhecido como Vila Capanema, por mais de 60 anos pertenceu ao Ferroviário Atlético Clube. Atualmente, é a casa do Paraná Clube. Depois de inaugurado em janeiro de 1947, passou a ser o terceiro maior estádio do País na época, com capacidade inferior apenas ao Pacaembu e a São Januário.

O primeiro jogo da Copa de 1950 realizado no Durival de Brito foi entre Espanha e EUA, com vitória espanhola por 3 a 1. Além desse, o local foi palco do empate por 2 a 2 entre Paraguai e Suécia.

 Ilha do Retiro (Recife)

Conhecido pelo nome do bairro que o abriga, o estádio foi o local que representou a região Nordeste do País durante a Copa do Mundo de 1950. Ele foi adquirido pelo Sport em março de 1936 e inaugurado em julho de 1937.

Para a Copa de 1950, os dirigentes e torcedores do clube de Recife participaram das reformas exigidas para que a Ilha do Retiro fosse sede do evento, uma vez que o clube estava em crise e não possuía verbas para garantir as exigências da Fifa. A arquibancada foi aumentada com o fechamento do anel superior, ampliando a capacidade para 20 mil pessoas. Também foram construídos os vestiários e túneis para os jogadores e juízes, além do alambrado que separava a torcida do campo.

Durante o Mundial, o estádio recebeu apenas um jogo: a vitória do Chile sobre os EUA por 5 a 2.

album

Álbum de figurinhas sobre a Copa do Mundo de 1950. A partir desta data, os álbuns de figurinhas se tornaram uma autêntica febre entre a população, principalmente aqueles que ofereciam prêmios aos que completassem cada página.

Fonte: http://mochileiro.tur.br/copa-1950.htm

http://enquantoisso.com/copa-do-mundo-1950-selecao-brasileira-fracassa-em-casa/

http://www.brasil.gov.br/copadomundo/copa-de-1950/estadios-1/sete-estadios-foram-palco-do-mundial/print

 

 

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