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CURIOSIDADES SOBRE O ESTADO DO PARANÁ
CURIOSIDADES SOBRE O ESTADO DO PARANÁ

Curiosidades sobre o Estado do Paraná vai mostrar alguns elementos que não estão nos livros de História ou Geografia, mas que são interessantes. Esperamos que seja útil a todos os estudantes paranaenses.
O primeiro município a ser criado no Paraná foi o de Paranaguá:
Criado através da Lei nº05 de 29 de julho de 1648, e instalado na mesma data, foi desmembrado do Estado de São Paulo.
O maior município do Paraná é Guarapuava, com 3.125.852 km². Curitiba ocupa apenas o 152° lugar, com 434.967 km²!
O município com maior população do Paraná é Curitiba, com 1.893 997 pessoas. Já Guarapuava tem uma população de 179.256 pessoas, ocupando a nona posição. Já o município de Paranaguá ocupa a décima posição, com 151.829 pessoas.
O município paranaense com menor extensão territorial é o de Pinhais, com 60.920 km², ocupando a posição 399.
O município paranaense com menor população é o de Jardim Olinda, com cerca de 1.409 habitantes, ocupando a posição 399.

O nome Paraná, dado ao Estado, surgiu a partir de 1853, quando a então Comarca de Curitiba, que pertencia à Província de São Paulo, foi elevada a categoria de Província (que seria o Estado na época).

A nível de curiosidade, até 1853 quem nascia no atual Estado do Paraná, era conhecido como paulista da 5ª Comarca.

O nome da província vem do nome indígena do rio homônimo em tupi: pa'ra = "mar" mais = "semelhante, parecido". Paraná é, enfim, "semelhante ao mar, rio grande, parecido com o mar"; exatamente em relação ao seu volume d'água.

Fonte: https://vanderdissenha.wordpress.com/2010/06/17/vv/

Os governadores do Estado do Paraná estão listados no link abaixo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_governadores_do_Paran%C3%A1

                                                     O BARÃO DO SERRO AZUL

Foi preciso esperar 114 anos para que o país finalmente conseguisse reconhecer um homem que deu a vida para proteger Curitiba: em dezembro do ano passado, o fazendeiro e político Ildefonso Pereira Correia, o barão do Serro Azul, teve seu nome incluído no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, do Panteão da Pátria Tancredo Neves, em Brasília. A indicação do nome do barão partiu do senador Osmar Dias (PDT-PR). “É preciso fazer justiça com a história brasileira. Era necessário corrigir um erro do passado, porque o barão foi tido, por cerca de 40 anos, como traidor. Se não fosse ele, Curitiba teria passado pela Revolução Federalista com um saldo de mortes muito grande”, explicou o senador.

A injustiça está marcada, até hoje, com uma cruz no quilômetro 65 da Serra do Mar, na estrada de ferro que liga Curitiba a Paranaguá. Foi nesse local que o barão do Serro Azul e mais cinco companheiros foram fuzilados pelo Exército de Marechal Floriano Peixoto, os conhecidos pica-paus. Para entender o que aconteceu, é preciso voltar a 1893, quando os revoltosos do Rio Grande do Sul, conhecidos como maragatos, decidiram invadir o Paraná levantando a bandeira pela República e pela derrubada do presidente Marechal Floriano do poder.

Os maragatos chegaram em três frentes ao estado: por Tijucas do Sul, pela Lapa (onde a resistência deixou várias pessoas mortas) e por Paranaguá. “É preciso lembrar das adesões internas da revolução, por parte da população local. As condições dos homens do campo e a decadência da atividade campeira fizeram com que muitos paranaenses aderissem ao movimento dos maragatos”, explica o doutor em História Rafael Augustus Sêga, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

O então presidente do estado, Xavier da Silva, ao saber da proximidade dos maragatos, pediu licença do cargo sob a alegação de que tinha de tratar de problemas de saúde. Vicente Machado, o vice, assumiu e decidiu transferir a capital para Castro, sua cidade natal. Curitiba ficou à mercê dos revoltosos que já chegavam ao município, até mesmo de trem, para tratar dos feridos. Os boatos sobre a possibilidade de saques no comércio, inclusive a ameaça à integridade das famílias que decidiram ficar, fizeram com que o barão do Serro Azul tomasse a decisão de cuidar de Curitiba, por meio de uma junta governativa.

Serro Azul considerava desnecessário derramar mais sangue: para ele, o Cerco da Lapa já tinha deixado um saldo de mortes muito grande. Por isso, decidiu negociar com os maragatos: em troca da paz e da inexistência de saques no comércio, o barão emprestou, com o apoio de alguns comerciantes, dinheiro a Gumercindo Saraiva, chefe dos maragatos. A negociação, entretanto, foi vista como uma traição por parte dos florianistas. Serro Azul não era maragato nem pica-pau. Justamente essa posição neutra lhe tirou a vida. “Dizia Maquiavel, em O Príncipe: um político, quando não toma partido, quando não escolhe um aliado, passa a ser visto com desconfiança pelos dois lados da guerra”, afirma o cientista social e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ricardo Costa de Oliveira.

Os maragatos perderam a batalha porque tiveram parte das forças diluídas no confronto da Lapa, tinham pouco armamento e estavam fragilizados. Gumercindo e sua tropa saíram em retirada. Vitoriosos, os florianistas entraram triunfalmente em Curitiba.

Com os pica-paus no poder, Serro Azul e mais cinco companheiros foram presos sob a alegação de que deveriam ser julgados pelo Conselho Militar, a respeito da “ajuda” que teriam dado aos maragatos. Na calada da noite, os seis homens foram levados de trem, em direção à Paranaguá, sob o pretexto de que embarcariam de navio até o Rio de Janeiro onde receberiam a sentença. Foi uma emboscada. O trem parou no quilômetro 65, os amigos de Serro Azul e ele foram mortos a sangue frio: um tiro nas pernas deixou o barão de joelhos e, depois, ele foi fuzilado.

Um amigo da família do barão desceu até o local para tentar achar os corpos, que no outro dia já estavam em estado de decomposição. Era arriscado tirá-los dali, porque os pica-paus estavam por perto. Os mortos foram escondidos e, depois de alguns dias, o amigo voltou para tentar enterrá-los dignamente. Até hoje não se sabe com certeza se o corpo que está no mausoléu do Cemitério Municipal de Curitiba é mesmo o do barão do Serro Azul: pode ser dele ou de um dos outros cinco homens que foram mortos injustamente.

Brasileiros são homenageados por seus ideais de liberdade e democracia.

O Livro de Aço dos Heróis Nacionais fica no salão principal do Panteão da Pátria Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O livro é feito por páginas de lâminas de aço que podem ser folheadas. Em cada uma delas há a inscrição do nome de um dos heróis nacionais e um pequeno histórico sobre eles. A escolha de cada herói é feita pelo Congresso Nacional: são aprovados apenas os nomes que comprovadamente são de brasileiros que tinham ideais de liberdade e democracia. Desde 2007, ficou estipulado que os nomes dos heróis só poderiam ser indicados depois de passados 50 anos da morte do homenageado.

Atualmente são dez os heróis que já tiveram o nome registrado no Livro de Aço: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; marechal Deodoro da Fonseca; Zumbi dos Palmares; dom Pedro I; Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias; José Plácido de Castro; Joaquim Marques Lisboa, o almirante Tamandaré; Francisco Manuel Barroso da Silva, o almirante Barroso ou barão do Amazonas; Alberto Santos Dumont; e José Bonifácio de Andrada e Silva. Três nomes já foram aprovados pelo Congresso, mas aguardam solenidade especial para serem incluídos no livro: Manuel Luís Osório, o marechal Osório ou marquês do Erval; Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes; e o primeiro paranaense considerado nacionalmente como herói, Ildefonso Pereira Correia, o barão do Serro Azul. (PM)

O rei da erva-mate


Idelfonso Pereira Correia foi um empresário inovador. Nasceu em Paranaguá em 6 de agosto de 1849, estudou Humanidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas voltou ao Paraná para tocar o seu primeiro engenho de erva-mate em Antonina. Após a construção da Estrada da Graciosa, ele transferiu os negócios para Curitiba e, na cidade, mostrou como era ser um homem com visão moderna para a economia. Manteve comércio com Montevidéu e Buenos Aires. Tornou-se o maior exportador de erva-mate do Paraná e o maior produtor do mundo. Foi um dos fundadores da Imprensa Paranaense, a qual usava para imprimir as embalagens da erva-mate. Também contribuiu com a fundação do Clube Curitibano. Criou ainda a Associação Comercial do Paraná (ACP).

O empresário recebeu a comenda Ordem da Rosa, de dom Pedro II, pela prestação de serviços ao monarca. Durante a visita da princesa Isabel a Paranaguá, Ildefonso foi agraciado com o título de barão. O nome Serro (que significa serra, espinhaço) Azul foi uma homenagem a uma vila que existia em Curitiba, a qual ele ajudou a construir, a Vila do Serro Azul. Antes disso, havia o Visconde de Cerro (colina) Azul – título concedido ao militar gaúcho João Pereira Martins, durante o primeiro reinado.

Quem é o culpado?

A morte de Serro Azul levantou a hipótese de que Vicente Machado, então presidente (governador) do estado, teria dado a ordem de fuzilamento, ou feito vistas grossas ao caso. Essa dúvida nunca foi esclarecida. Vicente Machado sempre negou a autoria. “Esse caso lembra muito a ditadura militar: capitães tinham carta branca para aplicar punições em decorrência de uma guerra civil que estava em andamento”, explica o cientista social Ricardo Costa de Oliveira.

Por cerca de 40 anos, o nome de Serro Azul foi omitido da história do Paraná: no livro Para a História, de Rocha Pombo, as páginas que tratavam de Serro Azul foram arrancadas. “Foi um período em que a narração da história se dava, sobretudo, em cima dos fatos heroicos. Quem fugia covardemente virava herói”, afirma o doutor em História Rafael Augustus Sêga. O resgate da figura do barão foi feito apenas uma geração depois, quando os ânimos já estavam apaziguados. (PM)

Gazeta do Povo – 31-01-2009

Uma passada rápida pelo Ce­­mitério Municipal de Curitiba dá uma ideia de como a história da morte e sepultamento de Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, ainda é confusa. Há quem diga que ele não está enterrado ali e que o mausoléu é apenas uma homenagem, mas que não guarda nem os ossos do barão. Outros comentam que o corpo teria sido levado ao Rio de Janeiro ou ainda ficou abandonado na Serra do Mar, onde ele foi morto. A verdade, escondida durante anos por motivos políticos, está estampada em um documento escrito pelo coronel Luiz Victorino Ordine, em 1913. Ele foi o responsável por en­­ter­rar o barão duas vezes. Coronel Ordine narra como conseguiu colocar clandestinamente o corpo do barão em uma das tumbas do cemitério municipal. Os ossos estão na quadra de número 4.543.O Barão do Serro Azul e outros cinco homens foram fuzilados no quilômetro 65 da Serra do Mar na noite de 20 de maio de 1894. Passados cinco dias, o coronel Ordine, junto com seis homens, foi ao local para dar ao menos um enterro digno a eles. Os corpos já haviam sido mexidos, estavam sem joias e alguns, inclusive, sem sapatos. Ordine narra que havia vestígios, no corpo do barão, de dois tiros: um na coxa da perna direita e outro no olho. Depois de feito o reconhecimento dos seis mortos, foram enterrados na serra em posições diferentes, já se pensando em uma chance de levar o corpo do barão para um sepultamento mais respeitoso, junto com o corpo do negociante Presciliano Corrêa (que era amigo do barão). Ambos ficaram à direita dos trilhos do trem. O primeiro termo de inumação foi lavrado no dia 25 de maio de 1894.

O assunto, a partir de então, foi abafado na sociedade paranaense. O governador da época, Francisco Xavier da Silva, estava doente e quem havia assumido o cargo era Vicente Machado. “Os políticos fizeram de tudo para que a morte do barão fosse esquecida. Por 40 anos o caso era tido como inexistente porque de 1908 a 1930 há um único partido no Paraná que domina o cenário político sem oposição (e é uma continuidade dos grupos anteriores). E embora ainda não se possa afirmar efetivamente a culpa de Vicente Machado pelos fuzilamentos, explica-se que o rompimento existira entre ele e o Barão do Serro Azul”, afirma a cientista política Mônica Helena Harrich Silva Goulart, que encontrou os documentos sobre a morte do barão durante a pesquisa de doutorado, em livros do Museu Paranaense e em cinco publicações de 1924 na Gazeta do Po­­vo. “Pena que não há dados so­­bre a repercussão das matérias publicadas no jornal. Foi o único veículo que se manifestou no período sobre o caso”, diz.

Um ano depois da morte do barão (1895), a baronesa do Serro Azul, ainda inconformada com tudo o que havia ocorrido, desabafa a David Car­neiro o sonho de poder enterrar o barão próximo da família e dar a ele um sepultamento melhor.

Carneiro recorre ao coronel Ordine para ver a possibilidade de trazer Idelfonso novamente à capital paranaense. Am­­bos falam com o comandante do distrito militar e com o chefe da polícia do estado – os oficiais dizem não saber do fuzilamento, por isso não percebem problemas no resgate do corpo. Então, Carneiro e Ordine pedem autorização ao diretor da Estrada de Ferro, Gastão Serjat, para liberar os cadáveres e emprestar um vagão de trem que pudesse levar os caixões e depois trazer ao menos dois corpos: o do barão e o de Presciliano. “Fomos esbarrar na má vontade incompreensível do Sr. Serjat, que disse não admitir que retirassem cadáveres de dentro de suas propriedades”, descreveu Ordine em documento de 1913.

Não havia outra saída, a não ser roubar os corpos. Ordine voltou a São José dos Pinhais, onde morava e mais tarde foi eleito prefeito, para organizar o resgate. Pediu ajuda ao caboclo Joaquim Franco – conhecedor da Serra do Mar – para abrir picada para que a expedição (que levou o nome de Amizade) pudesse chegar ao local onde estavam os mortos. O caboclo conseguiu fazer boa parte do trabalho, mas morreu picado por uma cobra poucos quilômetros antes de terminar o serviço.

Os filhos do caboclo assumiram o caso e entregaram o “no­vo” caminho para Ordine. O coro­nel comprou dois caixões e os guardou na Serraria da Ro­­seira. Convocou dez homens pa­­ra a expedição que era arriscada não só por causa da natureza desconhecida, mas também pela probabilidade de perseguições e represálias (de políticos) na época.

Os homens partiram dia 2 de maio de 1895 e voltaram com o corpo do barão no dia 6. Presci­liano foi resgatado depois porque era muito grande (segundo documento da época). Os dois corpos foram levados ao cemitério apenas no dia 15, por volta das 19 horas. Chegaram a Curitiba escondidos em meio a 400 aduelas (filetes de madeira) com capim por cima. David Carneiro soube que os corpos iriam ao cemitério após receber o telegrama “Segue erva, prepare os sacos”, que significava “seguem os corpos e prepare as sepulturas.”

 

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