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BIOGRAFIA DE MONTEIRO LOBATO.
BIOGRAFIA DE MONTEIRO LOBATO.

A BIOGRAFIA DE MONTEIRO LOBATO

Mont Lob

Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882, seis anos antes da abolição dos escravos. Passou a infância em Taubaté (SP) entre a fazenda Santa Maria, no bairro de Ribeirão das Almas, a casa do Largo do teatro e a chácara do Visconde (propriedade de seu avô, José Francisco Monteiro, barão, que depois se tornou Visconde de Tremembé). Suas lembranças mais antigas estão ligadas à vida no campo, onde ele ficava olhando os terreiros de café, cercados por muros de taipa, e a grande porteira onde começava a estrada de Sete Voltas, que levava à cidade. Havia também um ribeirão e, depois dele, o morro coberto de escura e misteriosa mata virgem que, na sua imaginação, assumia as formas fantásticas de onças e índios. Juca- seu apelido familiar- era um garoto quieto, pouco dado a travessuras.

Com Esther e Judith, suas irmãs mais novas e companheiras de brincadeiras, gostava de transformar sabugos de milho em bonecos, chuchus ganhavam pernas de palito assim como todas as crianças da época. No antigo Largo do Teatro - atual praça Doutor Monteiro - ficava o casarão que o Visconde de Tremembé usava quando deixava a fazenda. O sobrado imponente possuía um local de onde o menino Juca quase não saia, era a biblioteca do avô, uma sala encantada. Ali ele se deslumbrava com livros de aventuras, revistas ilustradas, e coleções sobre viagens a países distantes. Foi também em Taubaté, sua cidade natal, que Lobato fez estudos primários e secundários, após ter sido alfabetizado por sua mãe, dona Olímpia. Lobato começou a sentir-se "gente grande” aos 13 anos quando ficou resolvido que iria estudar em São Paulo. Deixou em Taubaté a mãe gravemente doente, e a correspondência entre os dois neste primeiro momento foi terna e comovente.

Voltando à chácara depois de uma arrasadora reprovação numa prova de português passou o ano de 1896 inteirinho agarrado aos livros. Por esta época os alunos do colégio paulista de Taubaté, resolveram fundar um jornalzinho de estudantes intitulado "O Guarani" e foi nele que José Bento estreou aos 14 anos de idade. Quando perdeu o pai, aos 15 anos, queria ir para a escola de Belas Artes, mas foi contrariado pelo avô que decidiu que ele seria bacharel em Direito. Acabou vencendo o avô, e foi estudar no Largo São Francisco, em São Paulo.

Ao completar 18 anos, celebrando uma maioridade que coincidia com a virada para o século XX, Lobato partiu para a vida adulta resolvido a jamais se intimidar frente aos poderosos e colocar sempre seu ponto de vista. Lobato conheceu Maria da Pureza de Castro Natividade em Taubaté por quem se apaixonou assim que a viu. Começou então a publicar poesias no jornal de Taubaté exaltando as belezas e as virtudes da amada. Casou-se em 1908, e tiveram 04 filhos: Martha, Edgard, Guilherme e Ruth. Promotor na cidade de Areias, fazendeiro quando herdou do avô as terras de Buquira, no município que hoje leva seu nome, Monteiro Lobato fez um pouco de tudo na vida. Seu texto "Uma velha Praga", com o qual se tornou conhecido, saiu publicado no jornal “O Estado de São Paulo”, em 1914. Desgostoso com a vida no campo vendeu a fazenda e transferiu-se para São Paulo, passando a escrever compulsivamente.

Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô.  Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.

“Urupês” foi publicado em 1918. Nesse livro está o personagem de sua criação: O Jeca Tatu. Fundou a Editora “Monteiro Lobato”; fracassando nesse empreendimento, o escritor passou a dedicar-se à literatura infantil, podendo ser considerado o criador desse gênero no Brasil. Como adido comercial, viaja para os Estados Unidos da América do Norte, onde a prosperidade industrial do petróleo e do ferro despertou-lhe grande entusiasmo. Regressando ao Brasil em 1932, escreveu o livro “América” contendo suas impressões. Entusiasmado com o progresso industrial Norte-Americano, inicia uma campanha conscienciosa dos produtos de aço e petróleo brasileiro. Em virtude dessa polêmica, esteve preso temporariamente.

Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis. 

Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. 

Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sábia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos. 

Mont Lob

Turam do "Sítio do PicaPau Amarelo", uma das obras mais famosas de Lobato.

Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: “A Menina do Nariz Arrebitado”, “O Saci”, “Fábulas do Marquês de Rabicó”, “Aventuras do Príncipe”, “Noivado de Narizinho”, “O Pó de Pirlimpimpim”, “Reinações de Narizinho”, “As Caçadas de Pedrinho”, “Emília no País da Gramática”, “Memórias da Emília”, “O Poço do Visconde”, “O Pica-Pau Amarelo”, “Geografia de Dona Benta”, “Viagem ao Céu” e “A Chave do Tamanho”. 

 

 

Mont Lob

O Jeca Tatu, primeiro personagem criado por Monteiro Lobato.

Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras. 

Toda obra literária de Monteiro Lobato tem uma forte conotação política. Mesmo naquelas de pura fábula, é política a intenção e a motivação do autor. Como jornalista e como editor todo seu trabalho foi pautado por sua vocação político libertária. Sem filiar-se oficialmente a organizações ou partidos políticos, Lobato sempre esteve presente nos debates sobre os problemas nacionais e nunca deixou de opinar sobre os assuntos que afetavam a vida do País.

Sua ideia de Brasil nação instiga seu inconformismo com o desenraizamento cultural. Ataca os modismos importados que nada tem a ver com a realidade e propugna pelo resgate do elemento nativo brasileiro de rica tradição. Nessa mesma linha denuncia a agressão que se faz ao nosso idioma adotando vocábulos estrangeiros por simples espírito de imitação.

Nas diversas cruzadas e causas públicas em que se engajaria ao longo da vida – contra a ditadura de Bernardes primeiro, depois a de Vargas, em defesa do voto secreto -, Monteiro Lobato sonhava transformar o Brasil em uma nação próspera cujo povo pudesse desfrutar os benefícios gerados pelo progresso e desenvolvimento. Com essa perspectiva já na fazenda Buquira, que herda do avô, tentou implantar novos métodos de criação e produção agrícola, incentivando ainda as campanhas de saneamento.

Para Lobato, o atraso do país só seria superado pelo trabalho racional e aposta na modernização. Sua luta pela adoção de processo científico em todos os níveis da atividade humana encontrou a síntese em Henry Ford que ele traduz em seu personagem Mr. Slang, que rebate as críticas dos céticos que culpam a índole do povo pelo atraso do país.

Certo de que transformaria seu país em uma nação produtiva, eficiente e rica, Monteiro Lobato abandona temporariamente a literatura e a atividade de editor e livreiro, a que se havia dedicado, consciente da importância do poder da comunicação, para vivenciar experiências no mundo da indústria e dos negócios.

"O solo, a superfície, apenas permite a subsistência. O enriquecimento vem de baixo. Vem do subsolo". Entretanto, não bastava explorar as riquezas. Era preciso que o país usufruísse delas. Trabalha para iniciar a produção do ferro com metodologia moderna recém patenteada nos Estados Unidos, utilizando recursos naturais disponíveis no País, tais como a palha do café e o xisto betuminoso.

Mont Lob

Campanha lançada por Monteiro Lobato com o slogan: "O petróleo é nosso".

Os relatórios que envia de Nova York, onde ocupou o posto de adido cultural no consulado brasileiro, são eivados de oportunas observações sobre formas de criar alternativas de exportação de produtos brasileiros. As longas cartas enviadas posteriormente ao presidente Vargas são verdadeiras plataformas desenvolvimentistas e nacionalistas.

Decidido a convencer o povo brasileiro da importância dos empreendimentos petrolíferos, Lobato alimenta debates pela imprensa e realiza palestras. Prega a necessidade da independência econômica e aponta o caminho para alcançá-la. "Conferências sobre o petróleo constituem novidade absoluta. Conferências de negócios para promover a venda de ações duma companhia! Para levantar dinheiro !"

Num auditório abarrotado em Belo Horizonte, Lobato resume: "Compreendi ser o petróleo a grande coisa, a coisa máxima para o Brasil, a única força com elementos capazes de arrancar o gigante do seu berço de ufanias"

Lançada em 1931, sua Companhia “Petróleos do Brasil” tem a metade das ações subscritas em quatro dias. Satisfeito com os primeiros resultados percorre o país divulgando o andamento das últimas descobertas.

Ao mesmo tempo que reclama dos entraves e da burocracia do Ministério da Agricultura que dificultavam as atividades da sua companhia denuncia, em documento enviado a Vargas, as manobras da Standar Oil para assenhorar-se dos melhores lençóis petrolíferos brasileiros através da filial argentina.

Em 1936, a sonda de Alagoas da “Cia. Petróleos Nacional”,  sofre intervenção federal e é interditada. Lobato resiste, consegue levantar alguns recursos e finalmente, a 250 metros de profundidade vê irromper o primeiro jato de gás de petróleo do poço São João, em Riacho Doce, em Alagoas.

Numa jogada estratégica, em 1935, lança pela Cia Editora Nacional: “A luta pelo petróleo", de Essad Bey, que denuncia a ineficiência do Serviço Geológico, órgão oficial encarregado das pesquisas, a quem acusa de encampar internamente a política dos trustes internacionais para o Brasil : "não tirar petróleo e não deixar que ninguém o tire".

Em 1936 lança "O escândalo do Petróleo" que teve duas edições esgotadas em menos de um mês. Convencido de que os trustes tudo fariam para sabotar o petróleo brasileiro, na página de rosto do livro Lobato conclama os militares a assumir sua parcela de responsabilidade na questão da soberania nacional: "Se não ter petróleo é inanir-se economicamente, militarmente é suicidar-se".

Apesar de todos os reveses, Lobato e seus companheiros persistem e, em julho de 1938, realizam a assembleia de constituição da “Companhia Matogrossense de Petróleo”, com objetivo de perfurar em Porto Esperança, em Mato Grosso, região com a mesma estrutura geológica da Bolívia que estava produzindo óleo de qualidade.

Em março de 1938, Lobato, em carta a Getúlio, ressalta que as novas diretrizes do Departamento Nacional da Produção Mineral representam um golpe de morte para o petróleo no país e exorta: "Pelo amor de Deus, e do Brasil, não preste sua mão generosa à mais cruel e mesquinha obra de vingança pessoal, disfarçada em sublime nacionalismo."

Mont Lob

No dia 20 de março de 1941 é preso subitamente em São Paulo, segundo a agência norte-americana Overseas News Agency, "vítima de intensa campanha de militares brasileiros e outros elementos pró -nazismo, que combatem os elementos democráticos e anglófilos do país".

Impedido de receber visitas, conversar com outros detentos ou tomar sol no pátio, conta em carta a Purezinha, sua esposa, a vida em prisão. "É a gente sozinho com o pensamento, e nunca o pensamento trabalha tanto. Mas de tanto trabalhar acaba girando num círculo".  Última peça do inquérito policial, o relatório encerrado em 1º de fevereiro, salienta que "ficou provado à saciedade que o Dr. José Bento Monteiro Lobato ... procura com notável persistência desmoralizar o Conselho Nacional do Petróleo, sem contudo apresentar qualquer prova de suas acusações ".

Em 1950, inspirados no exemplo de Monteiro Lobato, os partidos políticos de esquerda e os movimentos sociais lançam a campanha de rua em defesa do Petróleo. A campanha "O Petróleo é nosso", empolga o país e servirá de pretexto para que o Congresso Nacional aprove a legislação sobre o Petróleo que, na última hora, recebeu uma emenda que criou o monopólio da Petrobrás.

Frases de Monteiro Lobato

- "De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo."
- "É errado pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião."
- "O livro é uma mercadoria como qualquer outra; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. (...) Se o livro não vende é porque ele não presta".
"Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos."

 Cronologia de Monteiro Lobato

1882 - Em 18 de abril nasce em Taubaté José Renato Monteiro Lobato, Filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusta Monteiro Lobato, na casa do avô materno, José Francisco Monteiro, Visconde de Tremembé.
1886 - Nasce Ester Monteiro Lobato (Teca), outra filha do casal.
1888 - Já alfabetizado pela mãe, José Renato tem aulas particulares com Joviano Barbosa.
1889 - Em Taubaté, Monteiro Lobato frequenta os colégios Kennedy, Americano e Paulista
1893 - Altera seu nome para José Bento. Frequenta o Colégio São João Evangelista
1894 - Ganha e usa (envergonhadíssimo) sua primeira calça comprida.
1895 - Em dezembro, vai para São Paulo, onde em janeiro prestará exames para o ingresso no curso preparatório.
1896 - Reprovado, regressa a Taubaté e ao Colégio Paulista. Durante o ano letivo colabora no jornalzinho estudantil O Guarani, coleciona textos que o interessam e lê muito. Em dezembro é aprovado nos exames que presta.
1897 - Transfere-se para São Paulo, interno (por três anos) no Instituto Ciências e Letras.
1898 - Em 13 de julho morre seu pai. No Instituto Ciência e Letras participa pela primeira vez das sessões do Grêmio Literário de Azevedo.
1899 - Em 22 de junho morre sua mãe.
1900 - Ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo. Com os colegas de turma, funda uma Acadêmica, em cuja sessão inaugural faz um discurso intitulado Ontem e hoje.
1902 - É eleito presidente da Arcádia Acadêmica. Colabora com artigos sobre teatro no jornal Onze de Agosto.
1903 - Forma-se o grupo O Cenáculo, que reúne Monteiro Lobato, Ricardo Gonçalves, Cândido Negreiros, Raul de Freitas, Godofredo Rangel, Tito Lívio Brasil, Lino Moreira, José Antonio Nogueira.
1904 - Formado, Monteiro Lobato regressa a Taubaté. Vencedor de um concurso de contos, o texto Gens ennuyeux é publicado no jornal Onze de Agosto.
1905 - De Taubaté, Lobato queixa-se de vida interiorana. Acalenta planos de fundar uma fábrica de geleias em sociedade com um amigo.
1906 - Firma namoro com Maria Pureza da Natividade. Ocupa, interinamente, a promotoria de Taubaté.
1907 - Assume a promotoria de Areias.
1908 - Em 28 de março, casa-se com Maria Pureza.
1909 - Em março, Nasce Marta, primogênita do casal. Insatisfeito com a pacatez de Areias, planeja abrir uma venda.
1910 - Em maio, nasce Edgar, seu segundo filho. Associa-se a um negócio de estradas de ferro.
1911 - Herda a fazenda Buquira, para onde se muda. Dedica-se à modernização da lavoura e da criação. Abre um esternato em Taubaté, que confia ao cunhado.
1912 - Em 26 de maio, nasce Guilherme, seu terceiro filho.
1913 - Insatisfeito com a vida na fazenda, planeja, com Ricardo Gonçalves, explorar comercialmente o Viaduto do Chá.
1914 - Em 12 de novembro, O Estado de São Paulo publica o artigo "Velha praça". Em 23 de dezembro, o mesmo jornal publica "Urupês".
1916 - Na vila de Buquira, envolve-se com a política, mas logo se desencanta. Em fevereiro nasce Ruth, sua última filha. Inicia colaboração na Revista do Brasil, recém-fundada.
1917 - Vende a fazenda. Funda, em Caçapava, a revista Paraíba. Transfere-se com a família para São Paulo. Organiza para O Estado de São Paulo uma pesquisa sobre o saci. Em 20 de dezembro, publica crítica desfavorável à exposição de pintura de Anita Malfatti.
1918 - Em maio, compra a Revista do Brasil. Em julho, publica com retumbante sucesso o livro "Urupês". Funda a editora Monteiro Lobato Cia. Publica, com o título O problema vital, um conjunto de artigos sobre saúde pública.
1919 - Rui Barbosa, em campanha eleitoral, evoca a figura do Jeca Tatu, reacendendo a velha polêmica.
1920 - O conto "Os faroleiros" serve de argumento para um filme de Antonio Leite e Miguel Milani.
1921 - Lançamento de Narizinho arrebitado, com anúncios na imprensa e distribuição de exemplares gratuitos para escolas, num total de 500 doações.
1922 - Inscreve-se para uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas desiste.
1924 - Incorpora gráfica moderníssima, à sua editora.
1925 - A editora de Monteiro Lobato vai à falência. Em sociedade com Octales Marconde, funda a Companhia Editora Nacional. Transfere-se para o Rio de Janeiro.
1926 - Concorre a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, e é derrotado. Em carta ao recém-empossado Washington Luís, defende os interesses da indústria editorial. Publica em folhetim "O presidente negro".
1927 - É nomeado adido comercial brasileiro em Nova Iorque, para onde se muda. Planeja a fundação da Tupy Publishing Company.
1928 - Entusiasmado com os Estados Unidos, visita em Detroit a Ford e a General Motors. Organiza uma empresa brasileira para produzir aço pelo processo Smith.
1929 - Joga na Bolsa de Nova Iorque e perde tudo o que tem.
1930 - Para cobrir suas perdas com o crack da Bolsa, vende suas ações da Companhia Editora Nacional.
1931 - Retornando dos EUA, funda a Companhia de Petróleo do Brasil. Organiza a publicação de várias histórias infantis no volume Reinações de Narizinho. Por alguns anos, seu tempo é integralmente dedicado à campanha pelo petróleo, e sua sobrevivência é garantida pela publicação de histórias infantis e tradução de livros.
1934 - Sua História do mundo para crianças começa a sofrer crítica e censura da Igreja.
1936 - Apresentando um dossiê de sua campanha em prol do petróleo, O escândalo do petróleo esgota várias edições. Ingressa na Academia Paulista de Letras.
1936 - O governo proíbe e recolhe O escândalo do petróleo. Morre Heitor de Morais, cunhado de Monteiro Lobato, seu correspondente e grande amigo.
1938 - Cria a União Jornalística Brasileira, empresa destinada a redigir e distribuir notícias pelos jornais.
1939 - Carta de Lobato ao ministro da Agricultura precipita a abertura de um inquérito sobre o petróleo. Em fevereiro, morre seu filho Guilherme.
1940 - Recebe ( e recusa) convite de Getúlio Vargas para dirigir um Ministério de Propaganda. Em carta a Vargas, faz severas críticas à política brasileira de minérios. O teor da carta é tido como subversivo e desrespeitoso.
1941 - Em março é preso pelo Estado Novo, permanecendo detido até junho.
1942 - Em fevereiro, morre seu filho Edgar.
1943 - Comemoração dos 25 anos da publicação de Urupês.
1944 - Recusa indicação para a Academia Brasileira de Letras.
1945 - Em setembro, opera-se de um cisto no pulmão. Recebe e recusa convite para integrar a bancada de candidatos do Partido Comunista Brasileiro. Envia saudação a Luís Carlos Prestes, a ser lida no comício do Pacaembu. Integra a delegação de escritores paulistas ao I Congresso Brasileiro de Escritores.
1946 - Muda-se para a Argentina. É contrário à fundação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo. Prepara para a Editora Brasiliense, a edição de suas obras completas.
1947 - Regressa ao Brasil.
1948 - Em abril, um primeiro espasmo vascular cerebral afeta a motricidade de Monteiro Lobato. Em 5 de julho, morre de madrugada e seu corpo é velado na Biblioteca Municipal, e o sepultamento realiza-se no Cemitério da Consolação.

(http://www.revistaturismo.com.br/passeios/mlobato.htm).

(http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/monteirolobato/lobato02-4.html).

 

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